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Smartphone é cada vez mais usado para contratar serviços financeiros

Brasileiros estão contratando mais serviços financeiros por smartphone e apps, como empréstimos e seguros

A última edição da Panorama Mobile Time/Opinion Box – Pagamentos móveis e comércio móvel no Brasil aponta um crescimento da contratação de serviços financeiros por smartphone. Em agosto do ano passado, 26% dos brasileiros com smartphone já haviam pegado dinheiro emprestado pelo aparelho e, sete meses depois, o índice subiu seis pontos percentuais e atingiu 32%. 

A prática é mais comum entre homens (34%) que entre mulheres (30%). Por idade, a incidência é maior no grupo de 30 a 49 anos (35%) que entre jovens de 16 a 29 anos (29%) ou entre aqueles com 50 anos ou mais (29%). Na análise por classe social, 33% das pessoas das classes C, D e E já pegaram dinheiro emprestado via app, ante 27% daquelas das classes A e B. 

Pouco mais da metade (55%) das pessoas que já contrataram empréstimo pelo celular pegaram da última vez um valor entre R$ 1 mil e R$ 9.999. E 25% fizeram da última vez um empréstimo menor, em um valor entre R$ 100 e R$ 999. Uma minoria (5%) contratou um valor abaixo de R$ 100, o chamado microcrédito. E apenas 15% recebeu empréstimos acima de R$ 10 mil. 

Quanto mais jovens, menor o valor do empréstimo. No grupo de 16 a 29 anos, 30% pegaram empréstimo de R$ 100 a R$ 999. E no grupo com 50 anos ou mais, 60% receberam entre R$ 1 mil e R$ 9.999 da última vez. 

Contratação de seguros também aumentam 

Outro dos serviços financeiros que ganhou escala nos últimos sete meses foi a venda de seguro através de apps no smartphone. A oferta tem aumentado muito em aplicativos de fintechs. Um dos exemplos é o Nubank, que tem feito uma campanha forte de venda de seguro de vida dentro do seu app. 

Novamente, a facilidade de contratação e o preço baixo atraem o brasileiro. Em apenas sete meses, entre agosto de 2021 e março de 2022, subiu de 14% para 20% a proporção de brasileiros com smartphone que já contrataram um seguro via app. 

A contratação de seguro via app é mais comum entre homens (23%) que entre mulheres (16%). E há um empate técnico entre as três faixas etárias monitoradas pela pesquisa: 16 a 29 anos (21%); 30 a 49 anos (20%); e 50 anos ou mais (17%). Segundo a pesquisa, pode ser que a familiaridade e a proximidade com a tecnologia dos jovens compensem, em alguma medida, a tradicional falta de interesse desse grupo por seguros. Também não há diferença significativa entre pessoas das classes A e B (19%) e das classes C, D e E (20%). 

O seguro mais comum feito pelo celular é o de automóvel, citado por 27% das pessoas que já contrataram uma apólice via app. Em seguida vêm os seguros de vida (19%) e de smartphone (9%). 

Pagamentos por QR Code aumentam 

O pagamento via QR Code é outro dos serviços financeiros que aumentou e 46% dos brasileiros com smartphone fizeram pelo menos um pagamento com a tecnologia nos 30 dias anteriores à pesquisa. Além disso, nos últimos 12 meses, saltou de 53% para 67% a proporção de brasileiros com smartphone que já experimentaram pagar com QR Code. 

Somente de agosto para março de 2022, houve um ganho de nove pontos percentuais. Esse meio de pagamento é mais popular entre jovens de 16 a 29 anos (74%) que entre aqueles de 30 a 49 anos (70%) ou com 50 anos ou mais (52%). Também é mais comum nas classes A e B (72%) que nas C, D e E (66%). 

Um dos fatores que contribui para a popularização do QR code é o avanço do Pix. Para pagamento presencial e online, lojas e sites de e-commerce apresentam um QR code como meio para receber o pagamento instantâneo. 

A pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box – Pagamentos móveis e comércio móvel no Brasil é uma pesquisa independente produzida por uma parceria entre o site de notícias Mobile Time e a empresa de soluções de pesquisas Opinion Box. Nesta edição foram entrevistados 2.033 brasileiros que acessam a Internet e possuem smartphone, respeitando as proporções de gênero, idade, renda mensal e distribuição geográfica desse grupo. As entrevistas foram feitas on-line entre 2 e 18 de março de 2022. Esta pesquisa tem validade estatística, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e grau de confiança de 95%.

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