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Segundo IPCA-15, prévia da inflação fica em 1,20% em outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acelerou a alta da inflação para 1,20% em outubro, após ter registrado 1,14% em setembro. O índice funciona como uma prévia da inflação do país, cujos dados foram divulgados nesta terça-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Trata-se da maior variação para um mês de outubro desde 1995 (1,34%), e a maior variação mensal desde fevereiro de 2016 (1,42%)”, como informa o IBGE. Sendo assim, os custos da energia elétrica e dos combustíveis foram responsáveis pela alta, que representou 0,19 ponto percentual na inflação deste mês de outubro.

Neste ano, o IPCA-15 já acumula alta de 8,30% e, em 12 meses, chegou a 10,34%. Uma alta de 0,29% em comparação com os 10,05% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Portanto, o resultado demonstra-se pior do que o esperado. Isto porque as projeções de analistas de 28 consultorias e instituições financeiras consultados pelo Valor Data projetavam um avanço da inflação de 0,98% no mês de outubro e de 10,1% no período de 12 meses. A meta central do governo para a inflação em 2021 é de 3,75%, e o intervalo de tolerância varia de 2,25% a 5,25%.

Produtos que mais subiram no mês

Dentre os grupos de produtos e serviços pesquisados, houve alta em 8 dos 9 grupos. Sendo assim, entre os produtos estão: Alimentação e bebidas: (1,38%); Habitação: (1,87%); Artigos de residência: (0,53%); Vestuário: (1,32%); Transportes: (2,06%); Despesas pessoais: (0,77%); Educação: (0,09%); Comunicação: (0,34%).

A energia elétrica foi o destaque do grupo de habitação, com 3,91% de alta. A alta decorre devido à vigência da bandeira tarifária Escassez Hídrica. Nesse sentido, a tarifa acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, que é uma das tarifas mais altas entre todas as bandeiras. Em 12 meses, a alta de energia já acumula 30,78%.

Desse modo, todas as áreas pesquisadas nos estados do país apresentaram alta de preços no mês de outubro. O menor resultado ocorreu em Belém (0,51%). Já a maior variação foi registrada em Curitiba (1,58%).

Inflação persistente acelera alta da Selic

O Banco Central (BC) divulgou nesta segunda-feira (25) a pesquisa Focus em que os analistas do mercado financeiro aumentaram de 8,69% para 8,96% a expectativa para a inflação de 2021.

As manobras feitas pelo Ministério da Economia para furar o teto de gastos colocam ainda mais pressão no dólar e no Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Nesse contexto, a entidade decide, nesta quarta-feira, a nova taxa básica de juros (Selic), que atualmente está em 6,25% ao ano.

“A conjunção de inflação persistente com alteração do regime fiscal (fim do teto dos gastos) irá forçar o Copom a subir a SELIC mais fortemente que o esperado”, avaliou o economista-chefe da Necton, André Perfeito. Por fim, para 2022, o mercado financeiro subiu de 4,18% para 4,40% a estimativa de inflação.

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