Mais de 1,1 milhão de empresas e MEIs foram notificados pela Receita Federal e podem perder benefícios fiscais já em janeiro de 2027.
A Receita Federal intensificou a cobrança de débitos no Simples Nacional e no Simei, com volume total de dívidas que ultrapassa R$ 12,9 bilhões.
Os notificados têm até 90 dias, a partir da leitura do Termo de Exclusão, para regularizar a situação e evitar o desligamento do regime tributário simplificado. Quem perder o prazo só poderá solicitar reingresso em setembro, com retorno ao regime apenas no ano seguinte.
Receita Federal intensifica cobrança de dívidas no Simples Nacional
O início de 2026 trouxe um cenário de alerta para microempresas, empresas de pequeno porte e MEIs (Microempreendedores Individuais): a Receita Federal iniciou uma ampla ação para notificar quem possui pendências tributárias. Segundo dados oficiais, o volume total de débitos ultrapassa R$ 12,9 bilhões. Só no Rio de Janeiro, foram mais de 90 mil termos emitidos.
O objetivo das notificações é pressionar os inadimplentes a regularizarem a situação fiscal. O Simples Nacional é um regime diferenciado que oferece um sistema tributário facilitado, reunindo impostos em uma única guia, mas só está disponível para quem mantém suas obrigações em dia.
O que está em risco ao ser excluído do regime especial?
Ser excluído do Simples Nacional ou do Simei significa perda de benefícios fiscais, aumento da carga tributária e retorno à burocracia tradicional. Para muitas empresas, isso impacta diretamente o caixa e a competitividade, pois a simplificação e os descontos no pagamento de impostos são fatores-chave para sobrevivência financeira.
Além disso, MEIs, micro e pequenas empresas excluídas só poderão solicitar nova opção em setembro, com reingresso apenas em janeiro do ano seguinte, tornando o prejuízo potencial ainda maior.

Como saber se sua empresa foi notificada?
Os Termos de Exclusão e os Relatórios de Pendências estão disponíveis no Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN) e no portal e-CAC. O acesso exige conta Gov.br (nível prata ou ouro) ou certificado digital. Conforme orientação, a leitura do termo marca o início do prazo para corrigir a inadimplência.



