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Reajuste salarial mantém-se abaixo da inflação no mês de outubro, segundo Fipe

O reajuste salarial médio ocorrido nas negociações do mês de outubro ficou 1,8% abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Nesse sentido, a inflação acumulada nos últimos 12 meses, de outubro de 2020 ao mesmo mês de 2021, é de 10,8%. Os números são divulgados mensalmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Sendo assim, considerando acordos coletivos que ocorreram, a situação é pior: o reajuste ficou 2,8 pontos percentuais abaixo da inflação. Além disso, em 70% das negociações coletivas, o reajuste salarial foi menor que o INPC acumulado. Ou seja, o aumento de salários não acompanha a aceleração da inflação no país.

Das 193 negociações salariais coletivas levantadas, 54 foram na indústria metalúrgica, com reajuste mediano real de -4,6%. O maior número de acordos que vem em seguida está no setor de construção civil, com apenas 29 negociações e um reajuste médio real no salário que não repôs a inflação existente no país (0%).

Ademais, quanto aos estados, São Paulo concentrou a maior parte dos acordos, com 72 negociações, seguido por Minas Gerais com 49. No entanto, mesmo assim, nos dois estados, o reajuste salarial médio real ficou abaixo do INPC, com -1,8% e -4,4%, respectivamente.

Prévia da inflação sobe para 1,17% em novembro

É importante estar atento à prévia da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que registrou alta de 1,17% em novembro. Nesse contexto, o resultado representa a maior variação para o mês desde 2002, quando o índice ficou em 2,08%.

Sendo assim, no mês de outubro, o IPCA-15 ficou em 1,20% e em novembro de 2020, 0,81%. Para o mês de novembro, levando em consideração os 12 meses seguidos, a prévia da inflação está em 10,73%, acima dos 10,34% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Os dados foram divulgados pelo IBGE na quinta-feira (25).

Além disso, todos os produtos e serviços pesquisados tiveram alta na prévia de novembro. O produto com maior impacto individual no indicador foi a gasolina, que ficou 6,62% mais cara no mês, influenciando o resultado dos transportes, com variação de 2,89%, a maior entre os grupos pesquisados.

Por último, segundo o IBGE, todos os estados pesquisados tiveram alta no IPCA-15 de novembro. A maior variação foi em Goiânia, com alta de 1,86%, puxada pelo reajuste da energia elétrica (10,93%) e pela gasolina (5,87%). Já a menor inflação foi medida na região metropolitana de Belém, que subiu 0,76%, com a queda de 2,05% na energia elétrica.

Reajuste salarial em setembro também ficou abaixo do INPC

No mês de setembro, o reajuste salarial médio obtido nas negociações ficou 1,9 ponto percentual abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Sendo assim, o acumulado dos últimos 12 meses, tendo setembro como referência, foi de 10,4%. Desse modo, segundo o Fipe, essa foi a maior perda dos últimos 12 meses.

Segundo o boletim de setembro, em São Paulo, somente 9,5% das negociações de reajuste salarial resultaram em ganhos reais, acima do INPC. Já a proporção de reajustes abaixo do INPC foi de 67%, enquanto as que conseguiram aumentos iguais ao índice somam 23,5%.

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