“Quilo” é a forma correta no português, por ser a redução de “quilograma”. A grafia “kilo”, com k, está incorreta na língua portuguesa, mesmo sendo influenciada pelo símbolo internacional “kg”.
A dúvida é comum porque o símbolo “kg”, usado no Sistema Internacional de Unidades (SI), leva a letra “k”, enquanto a palavra por extenso segue a grafia portuguesa com “qu”. Essa diferença confunde quem lê rótulos, receitas e textos técnicos e estranha a alternância entre as formas.
No Brasil, a norma determina escrever “quilo” ou “quilograma” por extenso, e reservar “kg” apenas para o símbolo. Entender a lógica por trás de cada uso evita deslizes comuns na comunicação escrita.
Quilo, kilo e kg: qual usar em cada situação?
A regra é simples quando se separa a palavra do símbolo:
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QUERO ENTRAR AGORA →- Use “quilo” ou “quilograma” por extenso em textos corridos, redações e artigos, como em “comprei um quilo de arroz”.
- Use “kg” como símbolo em contextos técnicos, receitas, rótulos e tabelas, sempre com espaço após o número: “2 kg”, “500 g”.
- Nunca use “kilo” com k, que só é correto em outros idiomas, como inglês, francês e espanhol.
O símbolo “kg” tem duas características que costumam gerar erro. Ele é invariável, ou seja, nunca vai para o plural (o certo é “5 kg”, nunca “5 kgs”), e nunca leva ponto, porque não é uma abreviatura comum, e sim um símbolo.
As palavras por extenso, ao contrário, são flexionadas normalmente: um quilo, dois quilos, um quilograma, três quilogramas.
Por que existe tanta confusão entre “quilo” e “kilo”?
A principal razão é a influência de línguas estrangeiras e do próprio símbolo. O “k” aparece no inglês “kilo” e em rótulos e aparelhos importados, além de estar nas medidas técnicas internacionais, como “km” (quilômetro) e “kg” (quilograma). Isso passa a impressão de que a escrita deveria acompanhar o “k”.
A ortografia do português, porém, adapta as palavras de origem grega para o “qu”. Por isso, por extenso, sempre será “quilo”, enquanto o “k” fica restrito ao símbolo da unidade.
Símbolo não é a mesma coisa que abreviatura
Vale esclarecer uma diferença que causa engano. O “kg” é um símbolo definido pelo Sistema Internacional de Unidades, não uma abreviatura informal.
Abreviaturas do português, como “abrev.” para “abreviatura”, levam ponto e seguem outra lógica. Já os símbolos das unidades nunca levam ponto nem plural: “km” para quilômetro, “m” para metro, “g” para grama, “l” para litro.
Não existe, portanto, uma abreviatura oficial para “quilo”. Quando é preciso reduzir, o caminho é usar o símbolo da unidade, “kg”.
Erro comum: número e símbolo colados
Um deslize frequente é escrever o número grudado no símbolo. O padrão do SI pede sempre um espaço entre eles: escreva “3 kg”, e não “3kg”. A mesma regra vale para as outras unidades: 10 m, 5 s, 4 l. Essa separação deixa a leitura mais clara e segue as normas técnicas.
Qual a origem das palavras “quilo” e “quilograma”?
“Quilo” vem do grego “khílioi”, que significa “mil”. Em unidades de medida, indica mil vezes a grandeza base, ou seja, mil gramas formam um quilograma.
A palavra “quilograma” nasce da junção de “quilo” (mil) e “grama” (a unidade base de massa), em um processo chamado composição por justaposição. Diferentemente do espanhol, onde “kilo” é oficial, o português adaptou o termo para “qu”, conforme a lógica do idioma.
Como escrever em receitas, textos acadêmicos e documentos
Em contextos formais, a orientação é usar “quilograma” por extenso no texto corrido e o símbolo “kg” em tabelas, listas e dados técnicos. Alguns exemplos:
- Receita: misture 2 kg de batatas com 500 g de carne.
- Pesquisa científica: a amostra apresentou massa de 1,3 kg.
- Lei ou norma: limite de 20 kg por passageiro.
Mesmo em rótulos de produtos nacionais, a grafia oficial é “kg” para o símbolo e “quilograma” por extenso, nunca “kilo”. Para documentos técnicos, vale conferir os guias de redação e as recomendações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Quilo tem outro significado?
Além da unidade de medida, “quilo” também nomeia um estágio da digestão: o líquido esbranquiçado formado na quebra dos alimentos. Esse uso, porém, quase não aparece fora de contextos científicos no dia a dia.
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