As três dúvidas de escrita que mais confundem brasileiros em 2026 são: o uso de “há anos” e “a anos”, a diferenciação entre “veem” e “vêm”, e a grafia correta de “bem-vindo”, segundo o padrão oficial da Academia Brasileira de Letras.
O emprego inadequado dessas expressões e palavras pode comprometer a clareza da comunicação em ambientes acadêmicos, corporativos e até informais. Embora as regras sejam claras, ainda persistem dúvidas principalmente devido a hábitos antigos, mudanças recentes no acordo ortográfico e aproximação fonética entre as formas. Entender cada caso reduz erros em provas, redações e comunicações digitais.
Veja como evitar os principais deslizes com exemplos, dicas práticas e critérios oficiais que tornam seu português seguro e atualizado para 2026.
Quando usar “há anos” e quando usar “a anos”? Diferença garantida em concursos e redações
“Há anos” expressa tempo decorrido e deve ser utilizada só para indicar fatos iniciados no passado e que se prolongam até o presente. Segundo a norma culta, o termo deriva do verbo impessoal “haver”, significando “faz” nesse contexto. Exemplo correto: “Não vejo meus amigos há anos.”
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QUERO ENTRAR AGORA →Já “a anos” indica um período futuro, quase sempre vindo com “daqui”. Frase exemplar: “Ele se formará daqui a dois anos.” Aqui, “a” é preposição, ligando a indicação de tempo ao verbo.
Evite o vício “há anos atrás”, pois é redundante. O uso correto pede apenas “há anos”, sem reforço do advérbio de tempo.
Teste prático para nunca mais errar
Substitua “há” por “faz” em frases de tempo. Se o sentido se mantiver, o uso é do passado. Exemplo: “Há quatro anos ela viajou.” ? “Faz quatro anos que ela viajou.”
Casos de existência e variação
Além de indicar tempo, “há anos” pode representar existência: “Há anos em que o clima é mais seco.” Nesse cenário, substitua por “existem anos”. “A anos” jamais serve para o passado.
“Veem” ou “vêem”: entenda a forma correta segundo o Acordo Ortográfico Atual
Desde o Acordo Ortográfico, a forma oficial é “veem”, sem acento circunflexo, utilizada na terceira pessoa do plural do verbo ver: “Elas veem resultados rápidos.”
O acento deixou de ser obrigatório nas terminações “-eem” após a padronização. As versões antigas como “vêem”, “lêem” e “crêem” estão incorretas desde a vigência da nova norma.
Quadro de conjugação atualizado do verbo ver
| Pessoa | Verbo ver |
|---|---|
| eu | vejo |
| tu | vês |
| ele/ela | vê |
| nós | vemos |
| vós | vedes |
| eles/elas | veem |
Use sempre a grafia sem acento para o plural. A forma incorreta pode ser cobrada em exames e concursos.
Como nunca mais confundir “veem” e “vêm”
“Veem” é verbo ver; “vêm” é verbo vir. Exemplo de diferença: “Eles veem a resposta no quadro.” x “Eles vêm de outra cidade.” O acento circunflexo permanece só no plural do verbo vir (“vêm”) e do verbo ter (“têm”).
Bem-vindo ou bem vindo? O uso do hífen que reprova em provas e e-mails
O termo “bem-vindo” leva hífen, conforme o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), da Academia Brasileira de Letras, pois é um adjetivo composto. O advérbio “bem” permanece invariável, e apenas o segundo elemento concorda em gênero e número:
- bem-vindo (masculino singular): Seja bem-vindo ao time.
- bem-vinda (feminino singular): Ela é bem-vinda ao grupo.
- bem-vindos (masculino ou misto plural): Sejam bem-vindos, estudantes.
- bem-vindas (feminino plural): Sejam bem-vindas, alunas.
O erro mais recorrente está em esquecer o hífen ou errar a concordância. “Bem vindo”, sem o traço, não é aceito para a saudação.
Diferenças de uso: “benfeito” e semelhantes
O advérbio “bem” perde o hífen apenas em composições tradicionais como “benfeito”, “benfeitor” e “benquerença”, que são palavras aglutinadas conforme o registro histórico, segundo o VOLP. Já as combinações atuais, sobretudo em saudações ou qualidade, mantêm o hífen.
Boas-vindas: plural e substantivo
Ao transformar-se em substantivo, a expressão exige plural: “dar as boas-vindas”, nunca “dar a boa-vinda”. É erro grave em documentos e comunicações institucionais.
Quando “vindo” é apenas particípio do verbo vir, não há hífen e nem referência ao composto: “Ele tinha vindo cedo ao evento.”
Dicas rápidas para evitar dúvidas na hora de escrever
No uso de expressões com tempo, aplique o teste de substituição: troque “há” por “faz” e, para existência, veja se “existe/existem” encaixa no lugar. Ao lidar com formas verbais, confira a origem do verbo e a regra pós-acordo ortográfico. E, toda vez que for saudar alguém por escrito, consulte o VOLP para confirmar a grafia correta, seja em e-mails, avisos ou mensagens.
Esse cuidado com os detalhes da língua fortalece a confiança e passa credibilidade ao expor argumentos, escrever relatórios, prestar concursos ou apenas manter uma boa comunicação virtual.
Erros que podem comprometer a comunicação profissional e acadêmica
O uso impreciso de “há” e “a”, da grafia de verbos e do hífen em compostos pode levar à desclassificação em provas e prejudicar relações formais. A preferência por soluções práticas, como consultar o VOLP da ABL ou aplicar testes de substituição, evita deslizes que são foco de cobrança nas seleções em 2026.
Como aprimorar seu português no dia a dia
Dominar as regras de escrita mais confundidas não só melhora seu desempenho em exames, mas também aperfeiçoa a interação em meios digitais, pesquisas, documentos e networking.
Pergunte-se: qual desses erros você já cometeu? Adote métodos de revisão, utilize aplicativos que consultam fontes oficiais e aproveite as dicas do portal Notícias Concursos para manter sua escrita conferida.
No vídeo a seguir, veja a diferença entre trás e traz:








