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O uso de inteligência artificial para a preservação do meio ambiente

Empresas utilizam tecnologia para salvar raposas no Chile e descobrir onde plantar árvores em Manhattan

A inteligência artificial (IA) é a capacidade de soluções tecnológicas simularem capacidades humanas ligadas à inteligência, como a analisar dados para tomar uma ação. Isso vale mesmo para uma ação de emitir um alerta. Partindo deste conceito, empresas de tecnologia começaram a usar a inteligência artificial para a preservação do meio ambiente.

Um bom exemplo recente é o projeto de conservação “Guardiões da Floresta”, lançado no mês de agosto para ajudar a raposa de Darwin, uma espécie nativa do Chile. Acredita-se que menos de 1 mil delas ainda existam na natureza e, para evitar sua extinção, a Huawei se juntou ao projeto para fornecer a tecnologia.

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Junto com os Guardiões da Floresta, a fornecedora chinesa desenvolveu a plataforma Guardian, um sistema de monitoramento acústico formado por equipamentos que acompanham e identificam animais por seus sons. Além disso, também é capaz de detectar ameaças, como tiros e motosserras, utilizadas para extração ilegal de madeira. 

Os Guardiões da Floresta instalaram, até o momento, cinco Guardians movidos a energia solar e que cobrem 30 quilômetros quadrados da cordilheira de Nahuelbuta. Instalados em árvores, a uma altura de 10 a 40 metros, os equipamentos funcionam 24 horas por dia e sete dias por semana, enviando dados de sons para a nuvem da Huawei, onde a inteligência artificial os analisa. É essa IA que identifica os animais e as ameaças, permitindo a realização de pesquisas de campo ou uma resposta rápida ao identificar algum tipo de ataque ao meio ambiente. 

A importância de preservar um pequeno mamífero

Apesar de pequena, a raposa de Darwin está no meio da cadeia alimentar e tem alto valor de conservação, impactando muitas outras espécies. Assim chamada por ter sido identificada pelo naturalista Charles Darwin, as raposas de Darwin controlam populações de insetos, crustáceos, aves, anfíbios, répteis e outros pequenos mamíferos, além de espalhar frutas e sementes que consome. 

“O status populacional da raposa de Darwin é um indicador da saúde de todo o ecossistema de Nahuelbuta”, explica Bernardo Reyes, diretor da entidade Ética de Los Bosques. “É uma ‘espécie guarda-chuva’ da condição de toda a rede de mamíferos associados que vivem naquele espaço, como o pudu, o puma e o gambá.” 

O projeto Guardiões da Floresta reúne o Ministério do Meio Ambiente e a Superintendência do Meio Ambiente do Chile, a Ética de los Bosques, a ONG Rainforest Connection e a Huawei, através de sua iniciativa de responsabilidade social TECH4ALL. A empresa chinesa diz estar comprometida em usar a tecnologia para conservar recursos naturais e mitigar os efeitos das mudanças climáticas. 

Plantando árvores em Manhattan

Além do projeto Guardiões da Floresta, outro exemplo de uso da inteligência artificial para a preservação do meio ambiente pode ser encontrado em Manhattan, o distrito mais povoado da cidade de New York, nos Estados Unidos. Lá, a IBM desenvolveu uma tecnologia para identificar, mapear e medir com precisão a quantidade de carbono que as árvores em uma determinada área podem armazenar. 

A ideia é simples: plantar mais árvores para capturar mais carbono do ar. Porém, é importante que este plantio seja feito de forma adequada. Se ele ocorrer com planejamento e de maneira inteligente, poderá permitir tratamento e compensações de carbono mais precisas. 

Por isso, a IBM decidiu utilizar a inteligência artificial a partir de aprendizado de máquina (machine learning) e de sua própria plataforma de análise de dados geoespaciais, o PAIRS. Com essas tecnologias, a empresa consegue ajudar planejadores urbanos e ambientalistas a determinar exatamente quais tipo de árvores são necessárias e em quais locais poderão melhorar a qualidade do ar local. Para isso, levam em conta a espécie da árvore, a forma geométrica e o volume de folhagem. 

Por exemplo, os pesquisadores da IBM puderam medir que as árvores de Manhattan estão retendo 52 mil toneladas de carbono, assim como identificar as características precisas da efetividade de certas espécies e onde mais poderia ser benéfico certo tipo de árvore. 

A IBM cruzou os dados geoespaciais do PAIRS com o LiDAR, que são dados de luz e alcance utilizados para criar informações precisas e modelos de elevação de terreno de alta resolução. Dessa forma, a empresa conseguiu ter imagens do potencial de retenção de New York para começar a melhorar o plantio de árvores. 

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