O Governo Federal segue garantindo que vai conseguir aumentar os valores do Bolsa Família a partir do próximo mês de novembro. No entanto, na prática a verdade é que eles ainda não conseguiram encontrar um jeito de fazer isso. É que todas as ideias estão esbarrando no teto de gastos públicos.
Diante dessa situação, o Governo passou a dizer que uma solução seria parcelar os precatórios. Tratam-se portanto de dívidas com a Justiça que não são mais passíveis de recurso. A ideia do Ministro da Economia, Paulo Guedes, é conseguir a liberação desse parcelamento dessas despesas. Assim, sobraria espaço para o aumento do Bolsa Família dentro do teto de gastos
Plano A
O plano inicial do Governo foi enviar uma PEC para o Congresso Nacional. Esse documento está em tramitação na Câmara dos Deputados. O texto permite que o Planalto parcele os precatórios. Para isso, no entanto, os parlamentares das duas casas precisam aprovar essa ideia. De acordo com informações de bastidores, isso não é tarefa fácil.
Plano B
O segundo plano é conseguir uma ajuda do Supremo Tribunal Federal (STF). A ideia é convencer os ministros da Suprema Corte a liberarem esses parcelamentos por meio de acordos. Assim, o Governo passaria a não precisar mais do Congresso para aprovar a PEC dos precatórios. Esse, no entanto, também não vem sendo um caminho fácil.
Plano C
Uma terceira possibilidade vem de uma ideia do vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM). De acordo com ele, o Governo precisa pedir ao Congresso uma permissão para retirar os precatórios da regra do teto de gastos. Assim, eles pagariam essas dívidas com a justiça por fora, e ainda sobraria espaço dentro desse limite de gastos para pagar o aumento do Bolsa Família. Há quem diga, no entanto, que isso também seria um crime de responsabilidade fiscal.



