Por Estado: AC | AL | AM | AP | BA | CE | DF | ES | GO | MA | MG | MS | MT | PA | PB | PE | PI | PR | RJ | RN | RO | RR | RS | SC | SE | SP | TO | NACIONAL

Ministério da Defesa oficializa saída dos comandantes das forças armadas

No início da tarde desta terça-feira (30), o Ministério da Defesa divulgou uma nota oficial confirmando a substituição dos comandantes das Forças Armadas:

“O Ministério da Defesa (MD) informa que os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica serão substituídos. A decisão foi comunicada em reunião realizada nesta terça-feira (30), com presença do Ministro da Defesa nomeado, Braga Netto, do ex-ministro, Fernando Azevedo, e dos Comandantes das Forças”, informou o comunicado publicado no site do governo federal.

Pela primeira vez na história, os três comandantes das Forças Armadas pediram renúncia conjunta por discordar do presidente da República.

Edson Leal Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Bermudez (Aeronáutica) reafirmaram que os militares não participarão de nenhuma aventura golpista.

Os militares buscam uma saída para a crise às vésperas do aniversário do golpe militar de 1964.

O desgaste ganhou força após o presidente Jair Bolsonaro tentar convencer o então ministro da defesa, Fernando Azevedo e Silva, de que o Exército, Marinha e Aeronáutica deveriam se alinhar ao governo.

Motivações para as renúncias

Ao que tudo indica, a debandada foi uma reação a tentativas de Bolsonaro de conseguir mais apoio institucional das Forças Armadas.

Desde a demissão do general Fernando Azevedo e Silva, na última segunda-feira (29), repórteres têm revelado bastidores sobre os desentendimentos entre a cúpula militar e o presidente da República.

O agora ex-ministro admitiu que se sentia desconfortável no governo.

Segundo ele, havia uma pressão para maior envolvimento político das Forças Armadas, o que ele não permitiu.

Outro fator determinante para o seu afastamento foi a sequência de pedidos por parte de Bolsonaro para que trocasse o comandante do Exército, general Edson Pujol, o que Azevedo também sempre impediu.

Reunião acalorada

Segundo relatos, a reunião entre os comandantes das Forças Armadas com o novo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, na manhã desta terça-feira (30), teve alguns momentos de tensão.

O jornal Estadão apurou que o mais exaltado no encontro foi o almirante Ilques Barbosa, da Marinha, com reações que beiraram à insubordinação.

Insatisfeito com a demissão de Azevedo, o almirante apontou que a mudança pode gerar apreensão no país e que afeta a imagem das Forças Armadas.

O comandante da Marinha teve uma discussão fervorosa com o novo ministro da Defesa, Braga Netto.

Possíveis consequências da decisão

O mal-estar causado pelo anúncio inesperado da saída de Azevedo e Silva, que funcionava como um elo entre as alas militares no governo, o serviço ativo e o Judiciário, foi muito grande.

O motivo da demissão do ministro foi o que aliados dele chamaram de “ultrapassagem da linha vermelha”.

Bolsonaro vinha cobrando manifestações políticas favoráveis a interesses do governo e apoio à ideia de decretar estado de defesa para impedir lockdowns pelo país.

Ao ser contrariado, o presidente acabou forçando uma divisão que havia dentro da instituição.

Com isso, saem os generais que se opõem a seu estilo pouco moderado, ficam os generais bolsonaristas que atuam na máquina pública.

De agora em diante, precisaremos esperar para entender o quanto o ministro Walter Braga Netto está disposto a apoiar os interesses de Bolsonaro.

Leia Também:

Está "bombando" na Internet:

Acesse www.pensarcursos.com.br
Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.