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Mandetta diz que Guedes foi “burro” na condução da pandemia

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, voltou a criticar a condução do ministério da Economia, por Paulo Guedes, diante da pandemia. Desta vez, em entrevista à Folha de São Paulo, Mandetta chamou Guedes de ” burro” e apontou um “falso dilema” entre saúde e economia.

Na ocasião ele também declarou que “Paulo Guedes é o responsável por não gerir a economia sincronizado com a saúde” e que “timing ” foi perdido.  Mandetta esteve a frente do Ministério da Saúde de 1º de janeiro de 2019 a 16 de abril de 2020.

Guedes também seria responsável por sabotar Nelson Teich, que não ficou nem um mês na gestão Bolsonaro, garantiu Mandetta.

Auxílio emergencial

O ministro ainda comentou sobre o auxílio emergencial e a limitação de valores diante do teto de gastos. Mesmo assim o orçamento “explodiu”, defendeu.

“Perdeu toda sua equipe. Depois deixou quatro meses sem auxílio e assistiu Pazuello [Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde] fazendo nada. E fez nada junto. Sentou em cima da vacina e jogou fora o ano econômico. Agora perde cada vez mais a credibilidade ao querer ensinar ao Congresso o que fazer com o pesadelo que ele mesmo criou. Não entrega nada. É apenas um lastimável animador de mercado”, afirmou Mandetta na entrevista.

O ex-ministro da Saúde ainda alegou, no mês passado, que a equipe econômica acreditava que pandemia teria um efeito rebanho e terminaria entre setembro ou outubro de 2020.

O governo acreditava que depois de quatro meses a questão da saúde no Brasil estaria diferente e não seria necessária a renovação do auxílio emergencial. “Não vendo que a doença estava só no primeiro terço”, contou.

Mandetta relata indiferença

Ainda no mês passado, Mandetta já havia afirmado que, durante a sua gestão, apesar de ter acesso ao segundo escalão, Guedes não atendia ligações e se mostrava alheio a questão da saúde no país e gravidade da pandemia da Covid-19.

“O distanciamento da equipe econômica era real. Não posso negar. Eu dialogava com o segundo escalão sobre algumas questões, mas entre ministros, telefonemas, recados para conversar com ministros não eram respondidos”, contou.

“Algumas reuniões no ambiente de gabinete de ministros, havia uma visão muito menor da gravidade. Eu dizia que a crise ia longe, e o ministro falava que o Brasil cresceria 2,5%, mas que, com a Covid, cairia para 2%, meio por cento do PIB. Eu disse que não estavam compreendendo o tamanho da confusão”, recordou.

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