A Meta desativou, na última sexta-feira (10 de julho), o recurso que permitia utilizar fotos de perfis públicos do Instagram para gerar imagens com inteligência artificial. A decisão ocorreu após críticas relacionadas à privacidade, ao uso de dados e à falta de consentimento dos usuários.
Em comunicado oficial, a meta afirmou que a ferramenta tinha como objetivo oferecer uma experiência criativa e ampliar o controle das pessoas sobre seus conteúdos públicos. No entanto, a empresa reconheceu que a iniciativa não atingiu a proposta esperada e decidiu interromper o recurso.
Confira mais detalhes a seguir!
Como funcionava o recurso de IA desativado pela Meta?
A ferramenta integrava o gerador de imagens Muse Image ao Instagram, permitindo que fotos de usuários com perfis abertos fossem usadas como referência para criação de novas imagens por sistemas de IA. Essa inclusão se dava de forma automática, sem consentimento individual, fazendo com que inúmeros usuários tivessem seus conteúdos utilizados mesmo sem ciência prévia.
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QUERO ENTRAR AGORA →O Muse Image segue disponível em outros canais da Meta, como o WhatsApp e o aplicativo independente Meta AI. No Instagram, porém, a função que gerava imagens diretamente a partir de perfis públicos já não está mais acessível.
Críticas e reações
Usuários manifestaram preocupação nas redes sociais sobre o uso de suas fotos pela inteligência artificial sem uma autorização clara ou comunicação prévia. Muitos procuraram formas de limitar o acesso da tecnologia aos seus perfis, ajustando configurações de privacidade ou alterando o tipo de conta.
A iniciativa também recebeu críticas de organizações ligadas ao setor artístico de Hollywood. A Creative Artists Agency (CAA) classificou a medida como irresponsável e reforçou a necessidade de consentimento explícito para o uso de imagens. Já o SAG-AFTRA, principal sindicato de atores dos Estados Unidos, afirmou que a decisão da Meta não refletia a percepção do público sobre o uso de inteligência artificial com imagens pessoais.
Outras empresas de IA e privacidade
A retirada do recurso pela Meta não é um caso isolado. Empresas de tecnologia e provedoras de IA têm enfrentado questionamentos e desafios legais semelhantes. A OpenAI, responsável pelo ChatGPT, passou por avisos relacionados a direitos autorais por uso de conteúdo para treinar algoritmos, e precisou fazer acordos com estúdios após críticas semelhantes ao lançar o Sora, um gerador de vídeos por IA.
Plataformas como a X (antigo Twitter) e Google também foram cobradas por problemas envolvendo a geração e o compartilhamento de imagens manipuladas por IA, algumas sendo de mulheres e crianças, evidenciando o risco potencial de uso não autorizado de dados pessoais.

Imagem: Magnific
Posicionamento da Meta
Em resposta à demanda de sindicatos e usuários, a Meta afirmou buscar alternativas que efetivamente deem maior controle aos detentores de perfis, com respeito à escolha sobre utilização ou não das imagens por sistemas automatizados.
A empresa manteve o compromisso de ofertas criativas, mas indicou que revisará procedimentos de consentimento para evitar reincidências.
Impacto para usuários e sugestões de proteção
Especialistas e criadores de conteúdo digital orientaram usuários do Instagram a revisarem as configurações de privacidade da plataforma, incluindo a possibilidade de tornar o perfil privado, como forma de limitar o uso automático de dados em futuras ferramentas baseadas em inteligência artificial.
Profissionais da área de tecnologia e representantes do setor audiovisual destacam que o episódio reforça a necessidade de regras mais claras para o uso de imagens e conteúdos pessoais por sistemas de inteligência artificial.
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