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Unicamp 2021: cursinhos aprovam novo calendário do vestibular

A universidade estadual confirmou que a 1ª fase, inicialmente prevista para novembro, foi adiada para os dias 6 e 7 de janeiro

O novo calendário do vestibular 2021 da Unicamp foi aprovado por professores de cursinhos preparatórios. A universidade estadual confirmou que a 1ª fase, inicialmente prevista para novembro, foi adiada para os dias 6 e 7 de janeiro em virtude de reflexos da pandemia do novo coronavírus, o que faz as instituições listarem apostas sobre conteúdos do exame e analisarem o que muda na preparação dos estudantes. As inscrições do processo serão abertas em 30 de julho.

Ouvidos pelo G1, os professores de cursinhos avaliam como positiva a medida. O orientador pedagógico do Colégio Objetivo, Luís Felipe Tuon, avalia que a realização do vestibular no primeiro bimestre – a 2ª fase está prevista para fevereiro – era a melhor opção.

“Talvez fosse necessário até mais tempo para que todos os alunos brasileiros pudessem completar seus estudos para o vestibular da Unicamp, mas infelizmente isso não é possível”, pondera ao avaliar que a universidade precisa criar um cronograma sem prejudicar a organização do ano letivo.

Esta é a primeira vez em que a avaliação será em dois dias e, segundo a comissão organizadora (Comvest), a mudança visa evitar aglomeração de candidatos. A divisão depende do curso escolhido:

  • 06/01: cursos do segmento de ciências humanas/artes e de exatas/tecnológicas
  • 07/01: cursos das áreas de ciências biológicas/saúde

Para o coordenador-geral do Grupo Etapa, Edmilson Motta, a decisão é totalmente coerente, razoável. “É inevitável pela gravidade da situação, não temos ainda clareza se teremos o mínimo de normalidade até o fim do ano. Isso mostra sensibilidade da Unicamp, falou ao lembrar que a universidade foi a 1ª pública do Brasil a suspender as atividades acadêmicas presenciais para evitar risco de transmissão da doença entre professores, alunos e funcionários”.

 

O que muda na preparação?

Para Tuon, a divisão da 1ª fase em dois dias representa uma mudança necessária do ponto de vista sanitário, mas diz não acreditar que ela exija mudanças na forma de preparação dos estudantes.

“Não é verdade, por exemplo, que a prova do segundo dia será mais difícil só porque será o dia em que os concorrentes de medicina estarão realizando. As provas terão a mesma régua de conteúdos, o mesmo nível interpretativo e o aluno melhor preparado ainda serão aquele que terá a felicidade de chegar na segunda fase”, explica. Já Motta observa que é preciso cuidado no plano de estudos.

“Foi tudo empurrado para frente e isso impacta em preparação porque você tem que chegar no seu melhor naquele momento. A revisão que seria em novembro e dezembro terá de ser um pouco depois. O candidato precisa ter cuidado para não cansar, não deixar cair o ritmo”, diz o coordenador do Etapa.

Reduções de questões e obras literárias

 

Os cursinhos preparatórios divergem ao ponderar sobre as expectativas para a 1ª fase, mas avaliam as mudanças definidas pela Comvest: redução do total de questões testes de 90 para 72, além da diminuição da lista de obras literárias obrigatórias de 12 para sete. Parte das mudanças ocorreu porque a comissão avaliou que o acesso à informação foi comprometido pela pandemia, em especial livros que seriam mais difíceis de serem encontrados com fechamento de bibliotecas e escolas.

“O conteúdo será menos profundo e menos específico […] A interpretação de textos, a capacidade de reconhecer interdisciplinaridade e a cultura geral do estudante, no sentido de saber argumentar sobre os temas atuais do nosso país, serão cruciais para se obter uma boa nota no vestibular”, diz Tuon.

Motta, por outro lado, afirma não apostar em mudanças no estilo da prova. De acordo com ele, a aplicação de uma prova “mais genérica” é possível, mas não vê como resultado provável.

 

Conteúdos

1ª fase

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Para cada dia de aplicação haverá uma prova única para todos os candidatos das áreas daquela data. O exame é formado por 72 questões objetivas, distribuídas da seguinte forma:

  • 12 questões de língua portuguesa e literatura;
  • 12 de matemática;
  • 8 de cada disciplina: biologia, física, geografia/sociologia, história/filosofia, inglês e química.

De acordo com a Comvest, nesta etapa também haverá mudança na logística: o total de municípios paulistas com aplicação da prova subirá de 31 para 33, com a inclusão de Barueri (SP) e Fernandópolis (SP), com objetivo de “evitar longos deslocamentos dos estudantes”.

Além disso, a universidade estadual manteve as aplicações dos exames nas cinco capitais fora de São Paulo: Salvador (BA), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e Fortaleza (CE).

2ª fase

Esta fase do vestibular terá formato inalterado e, com isso, ela segue com o seguinte padrão:

  • Primeiro dia: oito questões de português, duas interdisciplinares de inglês e uma redação (composta por duas propostas de textos para que o candidato execute apenas uma).
  • Segundo dia: seis questões de matemática; duas questões interdisciplinares de ciências humanas; duas questões interdisciplinares de ciências da natureza; e parte específica por área:

 

Lista para o Vestibular Unicamp 2021

  • Sonetos escolhidos, de Camões;
  • Sobrevivendo no Inferno, do grupo Racionais Mc’s;
  • O Espelho, de Machado de Assis;
  • O Marinheiro, de Fernando Pessoa;
  • A Falência, de Júlia Lopes de Almeida;
  • O Ateneu, de Raul Pompeia;
  • Sermões, de Antonio Vieira.

*Foram excluídas desta edição as seguintes obras literárias: A teus pés; O seminário dos ratos; História do cerco de Lisboa; Quarto de despejo; A cabra vadia. Informações do G1.

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