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Durante a pandemia, as famílias brasileiras pouparam mais

O grupo de seguradoras Allianz mapeou a evolução das dívidas e dos ativos de famílias de cerca de 60 países a fim de produzir um relatório de riqueza global. No último relatório, o grupo constatou que os investimentos feitos pelas pessoas, ou ativos financeiros, aumentaram. Vale lembrar que estes dados são calculados levando em consideração apenas famílias economicamente ativas (investidoras).

Apesar da crise econômica, os ativos financeiros subiram cerca de 10% no mundo, atingindo 200 trilhões de euros. O principal motivo citado pela Allianz são os incentivos fiscais que os governos disponibilizaram para a população durante o cenário de pandemia.

No Brasil, os aumentos foram ainda maiores, chegando a 13% no ano passado, o cenário esperado para este ano é de mais crescimento nos investimentos, a alta esperada é de 7%. Esta alta elevaria os ativos financeiros em 26 trilhões de euros, indo de 200 para 226 trilhões em 2021.

Segundo o economista-chefe do grupo Allianz, a classe média foi beneficiada, crescendo cerca de 5 vezes a partir dos anos 2000. Porém o crescimento vem acompanhado de muitas incertezas, segundo ele, o desafio será manter este patamar diante das consequências geradas pela pandemia, tendo em vista que esta classe é muito vulnerável, podendo voltar para a pobreza.

O crescimento nos ativos não significa que as pessoas têm mais dinheiro

O cenário seria de otimismo se não levássemos em consideração a forma de como este dinheiro está sendo utilizado pelas pessoas. O estudo indica que a população realizou uma espécie de economia forçada, onde as famílias poupam dinheiro diante das incertezas geradas pela pandemia.

Com a chegada da pandemia, a necessidade de poupar dinheiro aumentou. Quando comparamos com o ano de 2019, a necessidade de uma reserva de emergência subiu de 17% para 27%. Esta reserva é utilizada em situações onde a única opção é se utilizar o dinheiro, como no caso de gastos com saúde e casos de perda de emprego.

A reserva de emergência, também chamada de “colchão econômico”, pode ser calculada levando em consideração os gastos e o salário. Quanto mais fontes de renda uma pessoa tem, mais fácil é poupar dinheiro. Além do balanço salarial, deve ser levado em consideração o risco em que ela está inserida. Quanto maior a insegurança no emprego, maior é a necessidade de se poupar para momentos de emergência.

Poupar dinheiro se tornou uma necessidade

Diversos estudos já foram realizados visando entender onde os beneficiários do auxílio emergencial gastam seu dinheiro. Foi constatado que os setores de alimentação, eletrônicos e bebidas são os principais destinatários do dinheiro injetado pelo governo. Porém grande parte deste dinheiro continuou no bolso dos brasileiros.

Com a insegurança causada pela pandemia, a necessidade de se planejar as finanças se tornou indispensável. Muitos brasileiros neste momento de instabilidade financeira acabaram se endividando, principalmente por perderem parte, ou toda a sua renda. Este cenário reflete no aumento da procura por instituições financeiras que oferecem algum tipo de acordo para pagamento das dívidas.

Poupar dinheiro para se criar uma reserva emergencial é essencial para se enfrentar momentos de instabilidade financeira. Porém todos sabemos que fatores como a baixa concentração de renda e a falta de educação financeira afetam diretamente a capacidade da população de guardar dinheiro.

 

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