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Dia dos Pais pode apresentar o maior faturamento desde 2018

O Dia dos Pais é a quarta maior data comemorativa para o comércio brasileiro, e a previsão para este ano é que sejam injetados R$ 6,03 bilhões de reais na economia do país, segundo estimativa levantada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O Dia dos Pais é sempre comemorado no segundo domingo do mês de agosto, que neste ano irá acontecer no dia 8. De acordo com Fabio Bentes, economista sênior da CNC, essa será a maior injeção de dinheiro na economia promovida pelo Dia dos Pais desde 2018, e terá um aumento no faturamento de cerca de 14% em comparação ao ano passado.

Ainda de acordo com Fabio, o ano de 2020 promoveu o pior arrecadamento econômico no Dia dos Pais em 13 anos. Isso se deve ao fato de que na mesma época do ano passado, o comércio brasileiro estava apenas no início do processo da primeira flexibilização das medidas restritivas por conta da pandemia da Covid-19.

“Nesse quesito, os pais deram mais sorte que as mães neste momento, pegando a economia um pouco mais favorável, embora a questão do preço e do crédito mais caro sejam uma certa âncora para um crescimento um pouco menor do que poderia ser se a inflação não estivesse alta. A recuperação seria bem mais rápida”, afirmou o economista sênior, em uma entrevista à Agência Brasil.

Dia dos Pais: Inflação e pandemia são obstáculos

Na entrevista, Fabio ainda ressalta que apesar deste ano o faturamento ser mais significativo em relação ao ano passado, a espantosa inflação que o país vem atravessando, constitui junto a pandemia, como obstáculos para o comércio brasileiro, não só no Dia dos Pais, mas também em outras datas comemorativas.

Sobre isso, Bentes afirmou: “ O que se tem é isso: uma reativação da economia, mas com certos problemas que impedem um avanço mais forte das vendas”. Também, segundo o economista, “a inflação está alta porque está sendo puxada por itens específicos na média da cesta de preços.”

No ano passado, com as medidas restritivas contra a pandemia, as vendas caíram mais de 11% e atingiram o menor volume financeiro desde 2007. Neste ano com a campanha de vacinação em vigor no país, diversas regiões brasileiras já estão autorizando o funcionamento do comércio sem nenhuma restrição de horário.

Em contrapartida, a estimativa em relação a cesta de preços é de crescimento de 7,8% para o Dia dos Pais, em comparação ao ano passado. Essa seria a maior variação desde 2016, quando o acréscimo foi de 8,6%. Foram analisados 13 itens, e apenas 2 (livros e aparelhos de som) apresentaram valores médios mais em conta que o mesmo período do ano passado.

Compras e vendas online

De acordo com a Receita Federal, o setor de vendas online obteve uma alta de 47% no período de janeiro a maio deste ano. Com isso, Bentes acredita que a tendência é desacelerar para os próximos meses.

Para o economista, como a economia está em processo de uma reabertura total, quem migrou para o comércio digital, principalmente durante a segunda onda, irão retornar ao comércio presencial. Sobre isso, Bentes salientou que: “O online vai continuar crescendo a dois dígitos ainda por um bom tempo, mas não em um ritmo tão forte como o observado nos primeiros cinco meses do ano”.

Vale destacar que os shoppings centers são a maior fonte do comércio presencial, especialmente em datas comemorativas, dessa forma, Fabio ressaltou a importância da flexibilização das restrições à circulação de pessoas para o setor no Dia dos Pais. O economista sênior ainda afirma que daqui em diante o equilíbrio entre o consumo presencial e online acontecerá de forma gradativa.

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