A mudança de categoria para universidade exige que a instituição de ensino superior atenda aos critérios definidos pelo Decreto nº 9.235/2017. Entre as exigências está alcançar nota igual ou superior a 4 no Conceito Institucional (CI) do Inep e demonstrar qualidade acadêmica.
Além disso, a instituição deve manter programas de iniciação científica e pós-graduação stricto sensu, como mestrados e doutorados, além de apresentar produção acadêmica relevante. Também precisa garantir a integração entre ensino, pesquisa e extensão, com pelo menos um terço dos docentes mestres ou doutores e um terço dos professores em dedicação integral.
De acordo com o MEC, no sistema brasileiro, as organizações acadêmicas de ensino superior se dividem em faculdade, centro universitário e universidade, com funções e prerrogativas diferentes. Cada tipo tem obrigações específicas informadas pelo MEC.
Como funciona o processo de mudança de categoria segundo o MEC?

Imagem: Fábio Nakakura/MEC
O processo para credenciamento como universidade tem início com a solicitação registrada no sistema e-MEC, plataforma utilizada pelo MEC para acompanhar os processos regulatórios das instituições de ensino superior. O pedido deve ser apresentado conforme os períodos estabelecidos pelo calendário oficial.
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QUERO ENTRAR AGORA →Após o envio da documentação, o MEC realiza uma análise inicial para verificar se a instituição atende aos requisitos exigidos. Em seguida, uma comissão avaliadora indicada pelo Inep faz uma visita presencial para analisar aspectos como planejamento institucional, cursos oferecidos, estrutura física, biblioteca, laboratórios, salas de aula e qualificação do corpo docente.
Com base na avaliação realizada, a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) emite um parecer técnico sobre o processo. Depois, a solicitação segue para análise do Conselho Nacional de Educação (CNE) e, caso aprovada, passa pela homologação do ministro da Educação e pela publicação do credenciamento no Diário Oficial da União.
“Geralmente, as instituições começam como faculdade, passam a centro universitário e, depois de amadurecer suas atividades de pesquisa, pleiteiam o status de universidade”, disse o MEC.
Diferenças entre faculdade, centro universitário e universidade
Faculdade
As faculdades são instituições de ensino superior com atuação geralmente concentrada em determinadas áreas do conhecimento. Possuem menor grau de autonomia administrativa e acadêmica, sendo necessário solicitar autorização do MEC para a criação ou encerramento de cursos de graduação. Além disso, não têm como obrigação desenvolver atividades de pesquisa científica ou projetos de extensão.
Centro universitário
Os centros universitários ocupam uma posição intermediária entre faculdades e universidades, oferecendo cursos em diferentes áreas do conhecimento. Essas instituições possuem maior autonomia e podem criar, modificar ou encerrar cursos de graduação sem autorização prévia do MEC, desde que informem o órgão responsável.
Também devem cumprir requisitos, como ter parte do corpo docente formada por mestres ou doutores e professores em regime integral.
Universidade
As universidades representam o nível mais elevado entre as instituições de educação superior e possuem ampla autonomia acadêmica. Podem criar cursos, emitir diplomas e desenvolver atividades integradas de ensino, pesquisa e extensão.
Além disso, costumam reunir diversas áreas do conhecimento, com centros, institutos e iniciativas internacionais, como programas de intercâmbio, cursos em outros idiomas e parcerias acadêmicas globais.
Qual escolher na hora de estudar?
A escolha da instituição de ensino superior depende dos objetivos do estudante e das oportunidades oferecidas por cada modalidade. Antes de decidir, é importante avaliar alguns pontos:
- Faculdade: pode ser uma boa opção para quem busca um curso mais específico e uma formação direcionada a determinada área do conhecimento.
- Centro universitário: é indicado para estudantes que desejam maior variedade de cursos e uma instituição com mais autonomia para criar e atualizar graduações.
- Universidade: atende melhor quem procura uma formação mais ampla, com possibilidade de participar de pesquisas, projetos de extensão, intercâmbios e outras atividades acadêmicas.
- Avaliação do MEC: verificar as notas e indicadores da instituição ajuda a identificar a qualidade do ensino oferecido.
- Estrutura e oportunidades: analisar laboratórios, biblioteca, corpo docente, estágios e projetos disponíveis pode fazer diferença na escolha.
- Objetivos profissionais: a melhor opção é aquela que oferece um curso reconhecido e alinhado aos planos de carreira do estudante.
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