Nesta semana, Rita Serrano tomou posse oficialmente como nova presidente da Caixa Econômica Federal. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ocasião, a nova presidente deu mais detalhes sobre a atuação do banco em relação ao consignado do Auxílio Brasil.
Nos últimos dias, vários membros do Ministério do Desenvolvimento Social começaram a ventilar a possibilidade de anistia para os devedores deste crédito. Este assunto ainda está na mesa de discussões, mas a nova presidente da Caixa já deixou claro que a sua opinião é de que não será possível conceder este perdão de divídas.
“O banco não tem como fazer isso (dar anistia para o consignado do Auxílio Brasil), mas eu acredito que há a possibilidade de negociar com o governo inclusive para baixar os juros”, disse Serrano. Hoje, a taxa de juros do consignado do Auxílio Brasil na Caixa Econômica Federal está na casa dos 3,45%, uma das maiores do mercado.
De um modo geral, o teto de cobrança do consignado do Auxílio Brasil é de 3,5%, e já é considerado um patamar alto. O teto do consignado do INSS está em 2,14%, por exemplo. A definição dos juros do consignado do Auxílio também é mais alta do que os 2,61% que são cobrados para os trabalhadores do setor privado.
Diante destes números, várias organizações da sociedade civil começaram a criticar a liberação do consignado para usuários do Auxílio. Eles começaram a argumentar que os juros mais altos estão sendo aplicados justamente para o público mais vulnerável. Estamos falando de um grupo social que está em situação de pobreza ou de extrema-pobreza.



