Novas regras publicadas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) estabelecem que famílias compostas por apenas uma pessoa não precisarão mais realizar a entrevista domiciliar para validar suas inscrições no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
Essa medida torna mais ágil os processos de concessão e manutenção dos benefícios, alcançando milhares de brasileiros. Para conhecer todos os detalhes, continue a leitura.
O que muda com as novas regras?
Com a nova medida, a ausência de entrevista domiciliar não poderá impedir a inscrição, a atualização cadastral ou a manutenção de benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Bolsa Família para famílias unipessoais.
Até quando as novas regras serão válidas?
As novas regras terão validade até julho de 2027. Após esse período, a entrevista domiciliar voltará a ser obrigatória, ressalvadas eventuais exceções que venham a ser regulamentadas pelo MDS.
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QUERO ENTRAR AGORA →Para quem as entrevistas continuam obrigatórias?
De acordo com o ministério, as entrevistas permanecem obrigatórias para:
- Famílias com dois ou mais integrantes que solicitarem ingresso em programas sociais, como o Bolsa Família e o BPC.
- Famílias em processo de averiguação cadastral, ou seja, aquelas cujo cadastro apresenta indícios de irregularidade.
Como funciona a entrevista domiciliar?
A entrevista domiciliar é uma visita feita por profissionais da assistência social à residência da família para coletar e validar informações socioeconômicas. Ela garante que os dados registrados sejam fidedignos e atualizados, servindo como base para a concessão de benefícios sociais.
O objetivo é confirmar as condições de vida, verificar se a família realmente reside no endereço informado e validar dados como renda, composição familiar e características da moradia. Esse processo ajuda a evitar fraudes e assegura que os benefícios cheguem a quem realmente precisa.
Entenda o que é o CadÚnico

Criado para integrar, registrar e identificar famílias brasileiras em situação de pobreza ou extrema pobreza, o CadÚnico foi instituído em 2001 e se tornou a principal porta de entrada para os benefícios sociais disponíveis no país.
Ele também desempenha papel fundamental em programas estaduais e municipais, que frequentemente exigem o cadastro para a concessão de benefícios locais.
Além disso, pessoas afetadas por desastres naturais, como enchentes ou rompimento de barragens, precisam estar inscritas para acessar fundos emergenciais destinados à população.
O sistema registra dados como:
- Endereço e características da moradia;
- Composição familiar e identificação de cada pessoa;
- Escolaridade, situação de trabalho e renda;
- Deficiência ou condições específicas.
Essas informações permitem que o governo conheça melhor a realidade das famílias e direcione políticas públicas de forma mais eficiente.
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