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Bolsonaro faz reunião para discutir sanção do piso salarial da enfermagem

Presidente tem até o próximo dia 4 de agosto para decidir se veta ou se sanciona o texto que aumenta o piso nacional da enfermagem

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou nesta semana de uma reunião para discutir o piso nacional da enfermagem. O texto que estabelece o valor mínimo da remuneração de enfermeiros, técnicos de enfermagem e parteiras já foi aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, e agora aguarda uma decisão do chefe do executivo.

Em regra geral, Bolsonaro tem até o próximo dia 4 de agosto para sancionar ou vetar o texto que já foi aprovado no Congresso Nacional. Em entrevistas recentes, o chefe do executivo já deixou claro que pretende aprovar o texto. Contudo, informações de bastidores dão conta de que há uma preocupação interna com a questão dos gastos públicos.

Na última terça-feira, a reunião para discutir o tema com o presidente contou com a presença de alguns ministros de estado. Como a proposta aprovada no Congresso Nacional estabelece uma remuneração mínima de R$ 4.750 para a categoria, a fonte de financiamento preocupa sobretudo os setores mais ligados ao Ministério da Economia.

Segundo informações de bastidores colhidas pelo jornal O Estado de São Paulo, Bolsonaro estaria sendo aconselhado por aliados do Centrão, a não sancionar o texto. Na avaliação desta ala do poder legislativo, Bolsonaro poderia ser criticado independente da decisão que tomar. Assim, eles afirmam que preferem que o chefe do executivo não deixe o projeto passar.

Por outro lado, a ala mais ligada ao Ministro da Saúde, Marcela Queiroga, pensa de forma diferente. Eles vêm afirmando internamente que o presidente poderia se prejudicar muito, inclusive do ponto de vista eleitoral, caso decida vetar o texto do piso nacional de enfermagem justamente às vésperas das eleições presidenciais deste ano.

Alta aprovação no Congresso

Como dito, a PEC que estabelece um piso para a enfermagem se aprovou com certa facilidade tanto na Câmara dos Deputados, como também no Senado Federal. A grande maioria dos parlamentares ajudou no processo de aprovação.

Contudo, para que o texto aprovado no Congresso Nacional vire lei e passe a valer de fato, o presidente Jair Bolsonaro precisa sancionar o texto. Ainda não é possível cravar quando e qual será a sua decisão sobre o tema.

Segundo informações do texto, em caso de sanção, o estabelecimento do piso salarial já começaria a valer de maneira imediata. O projeto atinge não apenas os trabalhadores da enfermagem da rede pública, mas também do sistema privado.

Além da enfermagem

O Ministério da Economia se preocupa agora com a reação que uma sanção desta PEC pode causar no mercado e nos investidores. Afinal de contas, este não seria o único gasto que o Governo está planejando fazer este ano.

No início deste mês, o Congresso Nacional aprovou a chamada PEC dos Benefícios, que libera R$ 41 bilhões para que o Governo Federal aplique mudanças no sistema dos seus projetos sociais ainda neste segundo semestre de 2022.

Em caso de sanção da PEC da enfermagem, o Governo Federal poderia estar adicionando ainda mais gatos, sem necessariamente oferecer uma fonte de custeio. Por outro lado, caso não sancione, o Planalto poderia irritar os profissionais de enfermagem do país.

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18 Comentários
  1. Edimar Diz

    Eu nao sou da area mas minha esposa e falo q vcs sao uma classe q prescisa de coragem faz tempo q vcs aceita salario mixaria e nao para professores conseguiram mas se nao sao atendidos para a lei permite greve tenha coragem e pare tambem so vao tef valor o dia q parar ai vao ver a importancia de vcs.

  2. Flavia Diz

    Simples meus colegas de trabalho. Caso venha o veto, que os hospitais de toda nação brasileira aguente uma greve geral. Lutamos contra uma doença que não era conhecida, muitos colegas foram a óbito dando o seu melhor. Brasileiros morreram, assim como em todo o mundo. Não temos um salário digno, somos expostos a todos tipos de vírus e bactérias. Salvamos vidas e ainda assim somos vistos como indigentes. Quero ver algum hospital trabalhar sem os seus milhares de indigentes espalhados pelo Brasil. Greve já!
    Se não servimos para cuidar, deixa à população se cuidar sozinha. Puncionar, medicar, cuidar de feridas. Receber mãe de alto risco e seus bebês prematuros. Deixa eles cuidarem de traumas sozinhos. Arma branca e de fogo. Acidentes é muito mais. Lavemos as nossas mãos.

  3. jóse junior diz Diz

    já estamos cansados de promessas , e sermos vistos como escravos e que nosso trabalho não tem valor , esse que hoje eleito pelo povo o presidente do brasil nos deve isso com toda honra se não for assinado devemos colocar nas urnas a nossa satisfação mostrar que chega o ele honra o que diz ou sai fora , pois disse que não iria vetar esse projeto contamos com sua honra se você tiver .

  4. Duda Diz

    Muito humilhante tudo que a classe tem passado, nem com uma pandemia ainda nao conseguem reconhecer o nosso valor como profissionais de saúde,

  5. FERNANDO Diz

    Se ele não aprovar pode dar adeus a candidatura, pra sempre, nós da área da enfermagem trabalhamos mto e não somos reconhecidos nunca, passamos pela pandemia, agr vem essa varíola dos macacos, que isso gente somos a maioria se a classe parar e aí? Quem vai atender os doentes????

  6. Lene Diz

    Sempre digo isso. Área da saúde é bem ampla pra ele perde. Fato esse que o PT deve estar de olho em cima só esperando ele vacilar.

  7. Pablo Diz

    Além de passar o que passamos, e sabemos bem que muitas outras doenças vem e vão o tempo todo. Nunca deixamos de atender ninguém e nem viramos as costas para ninguém!
    E durante a quase 30 anos o pessoal da a saúde lutando por um pouco de integridade e reconhecimento e todos os governos q passaram até aqui sempre inventando desculpas para vetar o nosso piso salarial e seria um pouco de reconhecimento e integridade.
    Agora vem falar sobre fonte de renda para arcar com essa dispesa, mas, nunca mexem nos bolsos deles só no da população.
    É vergonhoso pensarem dessa maneira governo Brasileiro!

  8. Jarismá oliveira Diz

    Nunca em toda a minha vida eu vivi momentos como foi o inicio e o meio dessa pandemia. a enfermagem sempre em linha de frente. lutando contra um inimigo invisível, desconhecido e mortal. Era um clima que eu só vi em filmes de guerras. vi pessoas desesperadas morrendo sem conseguir respirar. Quantas vezes ficamos na porta do hospital com pacientes dessaturando, esperando um leito, oxigênio da ambulância acabando… e o olhar de desespero do paciente e familiares?! acha que isso sai da nossa mente?! acha que somos os mesmos depois de cenas tão fortes vividas no nosso dia a dia?! um piso, uma melhor remuneração, é apenas um acalento, uma forma de sentirmos que estão nos vendo, pelo menos isso.

  9. Adenilson F da Silva Diz

    Ele escolhe sua derrota ou voto.

  10. Marcio Diz

    Se ele não aprovar, pode dar adeus pq nenhum profissional de enfermagem vai votar nele. Por enquanto meu voto é dele, mas se não aprovar eu mudo meu voto na hora.

  11. Kátia Diz

    Nós profissionais de enfermagem já estamos saturados e no limite.Esse piso salarial é o mínimo que poderá ser feito para nossa classe, que enfrentamos problemas diversos ,mas estamos trabalhando sempre fortes para prestarmos um serviço de qualidade e humanizado.Somos profissionais de enfermagem, psicólogos,amigos e irmãos,quando cuidamos de cada ser,de forma única e individual.

  12. Valdilene Diz

    A enfermagem está ansiosa pela sanção desse PL, caso contrário saberemos dá a resposta. O piso da enfermagem é uma forma de valorização por tudo que fizemos durante a pandemia…..fomos os únicos profissionais que não ficamos em casa. Ao contrário tivemos que ficar distantes da nossa família em algumas situações.

  13. erika Diz

    sem sanção nao tem voto

  14. Cheila Diz

    Forneça empregos não benefícios sociais! O país nunca vai mudar, olhe o tanto que a enfermagem trabalha.

  15. Hilda Diz

    Se votar contra pode dar “Bye bye”. Somos profissionais de grande importância para a sociedade, muita das vezes fazemos o trabalho que nem a própria família faz, já deveriam ter um piso salarial a muito tempo.

  16. Ana claudia Diz

    Bolsonaro pode ter certeza,se não assinar ele vai perder muitos votos,prestes a eleição .
    Já tá ruim pra ele.o corpo de enfermagem é bem grande.

  17. Fabrício Diz

    Ou sanciona o pl da enfermagem ou perde a eleiçao, sao quase 3 milhôes de profissionais e mais os seus familiares…

  18. Neto Diz

    Se ele não reconhecer tudo que estamos enfrentando na linha de frente, desde a pandemia pode ter certeza que ele nunca mais ganhara uma eleição. Somos um grupo bem grande de eleitores.

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