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Banco Central do Brasil e o cenário do mercado de trabalho atual

O Banco Central do Brasil analisa o cenário do mercado de trabalho atual e aponta retomada lenta, porém contínua. Saiba mais!

Mercado de trabalho – relatório do Banco Central do Brasil

No segundo trimestre de 2021, a taxa de desocupação, medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), recuou novamente, aponta o Relatório de Inflação do Banco Central do Brasil.

O desempenho na margem reflete recuperação mais rápida da força de trabalho e da população ocupada do que no trimestre anterior, em linha com o arrefecimento da crise sanitária nos últimos meses, informa o BCB. 

Maior contribuição das ocupações formais 

Para o crescimento da população ocupada, inclusive, houve maior contribuição das ocupações formais que em períodos anteriores. Mesmo assim, tanto a população ocupada como a força de trabalho permanecem em nível consideravelmente abaixo do período pré-pandemia, sinalizando um mercado de trabalho ainda frágil. Convém ressaltar que desde julho o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) retomou parcialmente a realização das entrevistas da PNAD Contínua de forma presencial, o que contribuiu para o aumento da taxa de resposta da pesquisa nos últimos meses, enfatiza o relatório oficial do BCB.

Apesar da melhora recente, o mercado formal de trabalho medido pela PNAD Contínua segue divergindo do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). 

Essa última fonte mostra o emprego formal com desempenho bem mais favorável desde meados do ano passado, mantendo geração mensal de postos formais elevada, impulsionada pelo aumento das admissões.

 Os desligamentos retomaram o patamar observado antes da pandemia

Por outro lado, os desligamentos retomaram o patamar observado antes da pandemia, acompanhando a maior rotatividade do mercado de trabalho com o arrefecimento da crise sanitária e a recuperação econômica. 

Esse movimento, em linhas gerais, também pode ser observado nas informações de permissões de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por rescisão de contrato. Logo, essa medida alternativa corrobora a trajetória observada nos desligamentos do Caged.

PEMER

Não se pode esquecer, todavia, que o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (PEMER), reinstituído do final de abril ao final de agosto deste ano, continua influenciando o mercado de trabalho tanto pelas novas adesões à redução de jornada ou à suspensão temporária do contrato de trabalho ocorridas no período, quanto pela posterior garantia provisória do emprego para os trabalhadores que celebraram acordos.

Dificuldade de avaliação do mercado de trabalho 

A diferença entre os números da PNAD Contínua e do Novo Caged mostra que permanece a dificuldade de avaliação do mercado de trabalho e sugere cautela com os resultados dessas duas fontes de informações.

 Nesse contexto, indicadores alternativos complementam essa análise. A arrecadação da previdência social vem apontando situação intermediária para o emprego formal a partir do segundo semestre de 2020, quando comparada com aquelas sugeridas pelas trajetórias da massa de rendimentos da população ocupada com carteira assinada medida pela PNAD Contínua e do estoque de emprego do Caged, informa o relatório oficial do Banco Central do Brasil.

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