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Auxílio Brasil: aumento de agosto já está defasado, indicam projeções

Projeções econômicas indicam que o aumento no valor do Auxilio Brasil já começa a ser repassado de maneira defasada. Entenda o que significa

Os pagamentos turbinados do programa Auxílio Brasil ainda não começaram, mas mesmo antes das novas liberações, é possível antecipar que os valores estão defasados. Na prática, o fenômeno significa que nem mesmo a elevação do patamar do projeto de R$ 400 para R$ 600 será capaz de recuperar o poder de compra dos brasileiros.

O fato pode se confirmar a partir dos dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo com as últimas pesquisas, o preço da cesta básica disparou nas 17 capitais pesquisadas, considerando o intervalo dos últimos dois anos. Em São Paulo, por exemplo, nem o saldo de R$ 600 seria suficiente para comprar todos os itens.

Dessa forma, é possível dizer que o Auxílio Emergencial de R$ 600 pago pelo Governo Federal ainda em 2020 valia mais do que os R$ 600 que o Auxílio Brasil pagará a partir de agosto. O fenômeno acontece por causa do aumento da inflação. Mesmo que o valor dos pagamentos seja o mesmo, o preço de uma feira no mercado aumentou.

De todo modo, é importante frisar que caso o Governo Federal não tivesse conseguido aprovar o aumento no Auxílio Brasil, a situação seria notadamente pior agora. Informações de bastidores apontam que o Ministério da Cidadania espera que a elevação nos valores do benefício ajude a recuperar ao menos uma parte do poder de compra.

Nesse sentido, o Governo Federal também espera que o aumento de R$ 200 tenha efeitos colaterais. Em 2020, os pagamentos do Auxílio Emergencial ajudaram no incremento de lucros do comércio de um modo geral. O Ministério espera que o fenômeno se repita neste segundo semestre, mesmo que em um grau de impacto menor.

Oposição critica

Membros da oposição ajudaram a aprovar a PEC que eleva os valores de programas como o Auxílio Brasil e o vale-gás nacional. Entretanto, partidos que se opõem ao presidente Jair Bolsonaro já traçam estratégias para alinhar o discurso contra o Governo.

Segundo informações de bastidores, um dos pontos que será tocado pelos opositores é justamente a questão da inflação. Em discurso recente, o ex-presidente Lula (PT), comparou o Auxílio a um sorvete: “chupou, acabou”, disse ele.

Nos últimos dias, outros opositores também criticaram aquilo que chamaram de “caráter eleitoral” da PEC dos Benefícios. Em entrevista para o jornal O Estado de Minas, o pré-candidato à presidente, André Janones (Avante-MG), falou sobre o assunto.

“É uma compra de votos dissimulada, mas nem por isso havia clima, possibilidade e condições para que eu ou qualquer outro parlamentar votasse contra. Tenho feito a minha parte para que não aconteça de isso ser utilizado de forma criminosa para influenciar no voto do eleitor. É o temor de todos nós”, disse ele.

O Auxílio Brasil depois da PEC

A PEC dos Benefícios aponta para uma série de alterações no Auxílio Brasil. Além do aumento nos valores que devem subir de R$ 400 para R$ 600, o Governo também pretende inserir novos usuários. O plano é selecionar mais 2 milhões de pessoas.

Na manhã desta segunda-feira (25), o Ministério da Cidadania publicou uma instrução normativa no Diário Oficial da União (DOU). O texto estabelece que os pagamentos de agosto do benefício turbinado acontecerão entre os dias 9 e 22.

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