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A influência do dólar americano no ciclo de comércio global

Entenda a influência do dólar americano no ciclo de comércio global, conforme análises do Banco Central. Saiba mais!

Entenda a influência do dólar americano no ciclo de comércio global, conforme análises do Banco Central do Brasil (BCB), de acordo com o cenário econômico atual. Conforme informações oficiais do Banco Central do Brasil (BCB),  as condições financeiras americanas são extremamente relevantes para o ciclo de comércio e decorrem de várias razões. 

A influência do dólar americano no ciclo de comércio global

Por um lado, o comércio exterior de mercadorias é muito dependente dos empréstimos e seguros (trade finance e trade insurance) em dólar, de modo que as flutuações comerciais parecem ser amplificadas pelas condições financeiras.

Canal de risco das taxas de câmbio

Conforme informa o Banco Central do Brasil (BCB), Bruno e Shin (2021) destacam a relevância desse fenômeno, denominando?o de canal de risco das taxas de câmbio (risk taking channel of exchange rates), e ressaltam a relevância do descompasso entre a captação (funding) em dólar e a oferta de serviços financeiros complementares para exportadores e importadores. 

Argumentam também que esse canal diminui ou arrefece o volume do comércio, superando os ganhos resultantes da melhora da competitividade advinda da depreciação cambial (captada nesse exercício pelo condicionante).

Dominância do dólar americano como principal moeda internacional em faturas

De acordo com divulgação oficial do Banco Central do Brasil (BCB), outro fator relevante é a dominância do dólar americano como principal moeda internacional em faturas (invoice currency), conforme estudado por Gopinath et al. (2020), considerando complementaridades entre competidores domésticos versus externos para a formação de preços; e por Gopinath e Itskhoki (2021), considerando como endógenas e persistentes as decisões por moeda de fatura ao nível de firma. Ambos postulam o financiamento e a precificação em dólar com determinantes para os fluxos comerciais. 

Conforme informações do Banco Central do Brasil (BCB), a relevância do dólar, e, por conseguinte, das condições financeiras americanas, advém também da necessidade de eliminar ou minimizar o descasamento de moedas (currency mismatch), de forma a mitigar riscos financeiros que, ademais, somar?se?iam aos riscos econômicos, conforme Boz et al (2018). 

O fluxo comercial de economias emergentes

As análises do Banco Central do Brasil (BCB) oferecem evidências significativas para o fluxo comercial de economias emergentes, permitindo a interpretação que incerteza de política comercial pode funcionar como um outro canal de spillover adverso.

Com relação à influência dos ciclos econômicos sobre os ciclos comerciais, as análises do Banco Central do Brasil (BCB) sugerem um maior alinhamento para as seguintes regiões: EUA, Zona do Euro, Japão, o restante da Ásia avançada, e Reino Unido com menor significância. Algumas hipóteses podem ser postuladas para explicar a não significância desse sincronismo para outras jurisdições. 

Outras moedas alteram o grau de abertura comercial

Uma possibilidade seria a dominância de determinadas moedas estrangeiras (dólar, euro, libra e yen). Outra seria relacionada ao grau de abertura comercial (home-bias), que magnifica a transmissão entre ciclos, relata o Banco Central do Brasil (BCB).

Por fim, uma outra explicação seria uma maior susceptibilidade do comércio de bens de menor diferenciação a reversão de expectativas, uma vez que produtos mais complexos têm menor substitutibilidade, ou seja, apresentam menor elasticidade?preço da demanda, conforme Arbatli, Elif & Hong, Gee. (2016), Abiad et al (2016) e Thorbecke Chen e Salike (2021).

Todavia, as análises e estudos reportados pelo Banco Central do Brasil (BCB) podem ser insuficientes para identificar a explicação mais adequada, informa a própria instituição em documento oficial divulgado em sua plataforma.

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