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Relator do Auxílio Brasil critica Governo Federal: “Casa da mãe Joana”

De acordo com o Deputado Federal Marcelo Aro (PP-DEM), manobra do Governo para aumentar o Bolsa Família foi “feia”

O relator da Medida Provisória (MP) do Auxílio Brasil, Deputado Federal Marcelo Aro (PP-MG), voltou a fazer críticas ao Governo Federal. Desta vez, ele disse que o Palácio do Planalto virou a “casa da mãe Joana”. Tudo isso por causa do cancelamento de uma reunião que anunciaria o aumento no valor do benefício.

Para quem está por fora do que aconteceu, é importante se atualizar. Vazou para a imprensa a ideia do Governo de aumentar o valor do Bolsa Família para R$ 400 e não mais para R$ 300 como vinha sendo cogitado. O Palácio do Planalto chegou a preparar o evento de anúncio para as 17h desta terça-feira (19). Mas quando faltavam 30 minutos para a hora marcada, eles decidiram cancelar o cerimonial sem maiores explicações.

“Quem faz mal feito faz duas vezes. Virou a casa da mãe Joana. Foi falado um valor. Aí ‘de onde vai tirar o dinheiro?’ ‘não sei, se virem’. Aí cria o temporário. Aí organiza evento para o anúncio. Eu não sei o que aconteceu, eu não estava lá. Mas alguém deve ter falado ‘mas está tudo certinho? Tem orçamento? Como é que vai fazer?’ Até que chegaram à conclusão ‘não dá para anunciar’”, disse Marcelo Aro.

“Minha opinião é que ficou feio para o governo. Marcou o evento, cancelou o evento. Eu acredito que o próprio governo agora é que tem que nos dar respostas”, seguiu o Deputado. “Acho que há um erro do governo de mudar uma política que poderia ser uma política estruturante de Estado para uma política eleitoreira”, completou.

Aliado

Vale lembrar que Aro é do partido que sustenta a base aliada de Jair Bolsonaro no Congresso Nacional. Mais do que isso, ele é responsável pela apresentação do texto do Auxílio Brasil. Dessa forma, dá para dizer que ele vai ter um papel extremamente importante para o futuro do programa nos próximos dias.

Declarações polêmicas

Marcelo Aro vem dando algumas informações polêmicas nestes últimos dias. Em entrevista recente, ele chegou a dizer que é contra a prorrogação do Auxílio Emergencial. De acordo com ele, isso não seria mais necessário.

O Deputado argumentou ainda que o Auxílio Brasil deve entrar em cena em novembro e ele deverá ser suficiente para atender as pessoas que estão em estado de vulnerabilidade social. Só que os números dizem o contrário.

Em declaração recente, o Ministro da Cidadania, João Roma, disse que algo em torno de 25 milhões de pessoas que hoje recebem alguma ajuda do Governo Federal ficarão sem nada a partir do próximo mês de novembro.

Auxílio de R$ 400

O plano do Governo Federal, aliás, é começar a pagar o Auxílio no valor de R$ 400 a partir do próximo mês de novembro. O próprio Presidente Jair Bolsonaro confirmou essa informação ainda nesta quarta-feira (20), durante um evento no Ceará.

A ideia é, portanto , pagar R$ 300 dentro do teto de gastos e mais R$ 100 de forma temporário. Por se tratar de uma bonificação passageira, o Governo não teria obrigação de submeter esse gasto ao teto das despesas públicas.

Hoje, de acordo com o Ministério da Cidadania, algo em torno de 14 milhões de brasileiros são beneficiárias do Bolsa Família. Aqui se inclui as pessoas que estão momentaneamente recebendo o dinheiro do Auxílio Emergencial. O número de usuários deverá subir para 17 milhões a partir de novembro.

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