Imposto de Renda

Quem declarar o Imposto de Renda até domingo (10) pode garantir a restituição no primeiro lote

Veja quando o primeiro lote da restituição do IR será liberado

Publicado por
Ana Julia Nery

Quem deseja receber a restituição do Imposto de Renda mais cedo em 2026 precisa ficar atento: contribuintes que enviarem a declaração até domingo, 10 de maio, podem aumentar as chances de serem incluídos no primeiro lote de pagamento, desde que o documento esteja correto, sem pendências, erros ou inconsistências.

O primeiro lote de restituição está previsto para 29 de maio, data que também encerra o prazo de entrega da declaração em 2026. Por isso, antecipar o envio pode ser uma estratégia importante para quem quer receber antes. Para isso, é essencial preencher todas as informações com atenção, seguir as regras da Receita Federal e, quando possível, utilizar opções que garantem prioridade na fila de pagamento.

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Como funciona o processamento da restituição

A ordem para pagamento da restituição do Imposto de Renda segue a máxima: quem entrega a declaração mais cedo, recebe primeiro, considerando que não ocorram pendências ou erros no documento. Inconsistências nos dados ou informações incompletas podem provocar a chamada “malha fina”, adiando o pagamento até a regularização total da situação perante o Fisco.

Além do momento em que a declaração é enviada, há fatores que fortalecem a possibilidade de receber o valor rapidamente. Entre eles estão a escolha pela declaração pré-preenchida e a opção de restituição via Pix — novidades que agilizam a conferência de dados e o crédito diretamente na conta.

Cronograma da restituição do Imposto de Renda

A Receita Federal fez uma alteração importante neste ano e reduziu de cinco para quatro o número total de lotes para restituição do Imposto de Renda. As datas previstas para pagamento se distribuem da seguinte forma:

  • 1º lote: 29 de maio
  • 2º lote: 30 de junho
  • 3º lote: 31 de julho
  • 4º lote: 28 de agosto

A divulgação da lista dos contemplados geralmente ocorre cerca de uma semana antes da liberação do dinheiro. Segundo o histórico, a consulta ao primeiro lote deve ser aberta em 22 de maio, entretanto, a recomendação permanece: faça a declaração quanto antes para não perder possíveis benefícios.

Quem tem prioridade na fila de restituição?

Prioridade na restituição do Imposto de Renda segue regras definidas pela Receita Federal./ Imagem: Notícias Concursos

A legislação brasileira atribui prioridade a certos grupos, independentemente da data em que a declaração foi enviada.

Esta ordem de preferência segue a seguinte hierarquia:

  • Pessoas com mais de 80 anos;
  • Idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave;
  • Contribuintes cuja principal renda venha do magistério;
  • Quem utiliza a declaração pré-preenchida e opta por receber via Pix;
  • Demais contribuintes, conforme ordem de envio.

Atender a mais de um desses requisitos pode garantir uma posição ainda mais destacada para ser contemplado no início do calendário de restituições.

Prazo final para a declaração e penalidades

Todos os obrigados a declarar o Imposto de Renda em 2026 têm até às 23h59min59s do dia 29 de maio para enviar o documento. Não cumprir esse prazo implica multa mínima de R$ 165,74, podendo alcançar até 20% do imposto devido.

Além disso, quem deseja pagar o tributo por débito automático (na primeira parcela ou cota única) deve encaminhar a declaração até, no máximo, 10 de maio. Após essa data, não é possível vincular pedido de débito automático à declaração.

Cuidados para evitar retenção na malha fina

Apesar das vantagens em enviar cedo a declaração, o Fisco recomenda redobrar a atenção no preenchimento dos dados. Informações incorretas — como divergência de valores, omissão de rendimentos ou documentos inconsistentes — ampliam o risco de retenção em malha fina, o que pode atrasar ou até impedir a restituição até que a situação seja regularizada.

A Receita Federal orienta revisar cuidadosamente todos os dados, especialmente nos últimos dias do prazo, quando o sistema pode ficar sobrecarregado devido ao alto volume de acessos.

Divergências e novidades no cruzamento de dados

Neste ano, a Receita Federal aprimorou o sistema de cruzamento de informações e deixou de usar a antiga Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf). Agora, passa a considerar dados enviados pelas empresas através do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) e da Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-Reinf).

Essa alteração provocou aumento nas retenções em malha fina, pois muitos empregadores, inclusive órgãos públicos, cometeram erros na transmissão de dados ao novo sistema.

Havendo inconsistência, o contribuinte deve solicitar à empresa ou fonte pagadora a correção das informações.

Panorama atual da entrega do Imposto de Renda 2026

Com aproximadamente 25 dias restantes para o fim do prazo, dados oficiais da Receita Federal apontam que quase 60% dos declarantes ainda não finalizaram o envio. Até as 17h57 do dia 4 de maio, cerca de 18.979.807 contribuintes tinham enviado a declaração, de um total estimado em 44 milhões de envios para 2026.

Desses, segundo levantamento da Receita, 69,9% receberão restituição, 17,1% precisarão pagar imposto e 13% não terão imposto a pagar nem a restituir.

O que fazer em caso de divergência nos dados

Se o contribuinte identificar qualquer divergência de informações em relação à declaração entregue, é recomendável solicitar imediatamente que a empresa ou fonte pagadora envie os dados corretos à Receita.

O ajuste rápido pode evitar problemas maiores com a restituição e acelerar a liberação do valor devido, se houver.

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Aproveite e assista ao vídeo abaixo para conferir mais informações sobre o Imposto de Renda em 2026: