O Ministério de Minas e Energia publicou na última sexta-feira (07/08) orientações para que os consumidores adotem práticas de uso mais eficiente dos recursos energéticos. De acordo com o órgão, o valor final da conta de luz é determinado principalmente pela quantidade de quilowatt-hora (kWh) consumida durante o período de medição.
Esse indicador considera a potência dos equipamentos utilizados e o tempo em que permanecem em funcionamento. Na prática, quanto maior for o consumo acumulado em kWh, maior tende a ser o valor cobrado na fatura de energia elétrica pela concessionária.
Equipamentos como chuveiro elétrico ou ar-condicionado geralmente exigem potência superior à de itens como lâmpadas e televisores, influenciando assim o pico de consumo no momento em que estão sendo utilizados.
Qual a diferença entre potência e consumo?
Potência é a capacidade do aparelho de usar energia a cada instante: medida apenas em watts. Consumo, por sua vez, é o resultado de multiplicar essa potência pelo tempo efetivo de uso, convertendo o valor para a unidade kWh, que aparece na conta.
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QUERO ENTRAR AGORA →Por isso, dois equipamentos de potência distinta podem gerar consumo parecido se o de maior potência operar por períodos muito curtos e o outro ficar ligado durante muitas horas.
“Na prática, um equipamento de alta potência utilizado por poucos minutos pode consumir menos energia do que um aparelho de menor potência ligado durante várias horas. Dessa forma, o consumo de energia resulta da combinação entre a potência dos equipamentos e o tempo de utilização de cada um deles”, disse a pauta do ministério.
Exemplo:
Comparando um forno elétrico (1.500 W por 1 hora diária) e uma lâmpada de LED (10 W ligada 10 horas/dia): em 30 dias, o forno acumula 45 kWh, já a lâmpada, 3 kWh. Assim, equipamentos de grande potência e uso prolongado são os principais fatores de aumento na conta. No entanto, muitos aparelhos de baixo consumo, mas em uso contínuo, também afetam o valor total ao longo de um ciclo completo de faturamento.

Imagem: Marcello Casal jr/Agência Brasil
Como funciona o cálculo na conta de energia?
A cobrança feita pela distribuidora utiliza o dado do consumo em kWh, que representa 1.000 watts usados durante uma hora. Um equipamento de 2.000 W ligado por 30 minutos consome 1 kWh. Se essa prática repetir-se diariamente por um mês, soma-se 30 kWh apenas para esse aparelho. É multiplicando consumo de todos os itens que se chega ao total faturado.
Como identificar os vilões do consumo na residência?
Aparelhos com resistência elétrica (chuveiro, ferro de passar) e motores (geladeiras, ar-condicionado) estão entre os maiores responsáveis pela elevação dos custos. Um ar-condicionado de 1.200 W funcionando 8 horas por dia acumula cerca de 288 kWh ao mês. Já um ventilador de 50 W ligado pelas mesmas horas consome menos de 12 kWh em igual período.
Dicas para economia
Reduzir o período de funcionamento dos eletrodomésticos, optar por equipamentos com selo Procel de eficiência energética e desligar aparelhos que permanecem em modo stand-by são medidas que ajudam a diminuir o consumo de eletricidade.
O acompanhamento frequente do gasto de energia também permite identificar hábitos que podem ser ajustados, comparar o consumo entre diferentes períodos e evitar aumentos inesperados na conta de luz, conforme recomendações do Ministério de Minas e Energia.
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