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Pequeno empresário: Como começar a vender pela Internet?

Segundo o índice MCC-ENET, desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Economia Digital, em parceria com a Neotrust, em 2020, o e-commerce brasileiro cresceu 73,88%. Isso foi puxado por empresas vendendo on-line e consumidores que romperam seus antigos hábitos e experimentaram a primeira compra em plataformas de vendas on-line.

Muitos pequenos empresários que ainda não fizeram sua inserção no meio digital, reconhecem a importância disso, mas não sabem por onde começar. Pensando nisso, o Sebrae criou a Semana da Transformação Digital, um evento on-line e gratuito, que se iniciou ontem, dia 26, e segue até 30 de Abril de 2021. A maratona de conteúdo visa ajudar principalmente o pequeno empreendedor a enfrentar os desafios do mercado em crise, garantindo o sucesso de seu negócio, por meio do uso das ferramentas digitais.

Vejamos abaixo alguns dos tópicos que foram considerados ontem, dia 26 (segunda-feira) no evento.

Presença digital

De acordo com pesquisa feita em parceria pela Hubspot e We Are Social, mais de 139 milhões de pessoas têm contato com a internet no Brasil. Destas, 85% acessam a internet todos os dias. Esses números mostram que há uma grande oportunidade para comunicação direta e interativa com clientes em potencial.

A presença digital não é mais opcional para as empresas, já é uma característica essencial para a marca que quer ser lembrada pelo consumidor.

Uma boa presença digital é a forma mais acessível e eficaz de divulgar sua marca, além de potencializar as vendas e aprimorar seu relacionamento com fornecedores e clientes. Mas ela só acontece por intermédio de boas ferramentas. Tudo começa com o domínio.

Por que ter um domínio?

O domínio é o que representa a loja ou marca na internet. É aquilo que digitamos antes do “.com.br” (esta é a extensão mais conhecida, mas existem outras).

O objetivo principal de um site deve ser: fazer o alcance da marca na internet ser maior, para deixá-la mais forte e, assim, aumentar as chances de vendas.

O site deve conter informações essenciais, como preços, produtos e canais de contatos. Funciona como uma vitrine para sua marca e produto, portanto, não deve mudar muitas vezes. E não é preciso ser um profissional em design para montar o site: a boa noticia é que existem construtores de sites, com temas prontos e funcionalidades que podem ser personalizáveis.

Um site próprio, por mais simples que seja, traduz autoridade e confiabilidade ao consumidor, o levando a um passo à mais para sua compra. Se estiver inserido o nome da marca, facilita as buscas de quem procura por seu produto em ferramentas como o Google.

Um conteúdo relevante, em site com design responsivo, que possa ser facilmente navegado tanto em celular como em computador, dá ao usuário uma experiência positiva, colocando sua marca na lista de escolhas dele.

O e-mail personalizado, dentro do domínio, também é importante para construir suas propriedades on-line. Seus clientes vão lembrar mais de sua marca e confiar na sua entrega.

Ter um domínio não é tão caro como muitos imaginam. A Hostinger, por exemplo, é uma empresa internacional com filial no Brasil, com planos de hospedagem de sites bem acessíveis. Além disso, tem suporte via chat para orientar na solução mais indicada para sua empresa.

A criação de conteúdo de qualidade é um dos fatores que vai fazer sua empresa pontuar na frente das outras nas buscas. Para isso, o blog é altamente recomendado.

Por que ter um blog?

O blog pode ser feito dentro do próprio site, com o mesmo domínio. A função dele é servir como uma revista digital, publicando conteúdo novo continuamente. Pode conter dicas, guias e artigos de assuntos relevantes que andem lado a lado com sua marca.

Além disso, pode disponibilizar materiais mais ricos para quem preencher um formulário de inscrição. Este formulário é uma das ferramentas de conversão de vendas, e te leva a conhecer melhor o público que se interessa pelo seu conteúdo.

Por que ter uma rede social?

Muitas empresas mantem um perfil em rede social ativo, pela facilidade de manuseio e como forma de contatar clientes. São um excelente canal para atrair e se relacionar com o público. Ali, o conteúdo é consumido rapidamente e logo deixa de aparecer para as pessoas, o que exige publicações frequentes e bastante interativas.

A rede social é ótima para fixar a marca na mente das pessoas e conduzi-las até o site, complementando os conteúdos institucionais. Por sua vez, o site, através de links, guia o visitante para o blog e para as redes sociais, gerando interação e transformando pessoas interessadas em clientes.

Qual é a diferença entre e-commerce e marketplace?

As duas tem objetivos comuns em fins comerciais, o que muda são as operações e o jeito de se relacionar com o cliente.

Marketplace, de forma simples, é um shooping virtual. Sua loja fica em um site de terceiros, com alto tráfego, grande variedade de produtos de diversos segmentos, permitindo uma grande visibilidade e muitos vendedores comercializando lado a lado.

E-commerce é uma loja independente, geralmente um site, na qual os consumidores compram mercadorias diretamente da empresa.

O marketplace  propicia os mesmos benefícios de abrir uma loja em uma avenida de uma grande cidade, bem movimentada. Porem, te colocará concorrendo com centenas de vendedores. Já no e-commerce, o lojista você terá um canal só seu, em compensação precisará montar uma estratégia para levar trafego (visitas) ao seu site e estimular a conversão de interessados em compradores.

Vender em marketplace é conveniente para novos empreendedores, pois a estrutura já está pronta e economiza o tempo e dinheiro dispensado para criar um site e estratégias de divulgação. Outra vantagem diz respeito ao elevado tráfego de usuários. Marketplaces consolidados recebem milhares de visitantes todos os dias. Por outro lado, operar com o próprio e-commerce significa ter autonomia para decidir seu visual, funcionamento e comunicação. Existe mais espaço para mostrar a personalidade da marca.

A concorrência é um ponto negativo no marketplace. Dependendo do produto comercializado, a disputa é bastante acirrada e você pode não obter a exposição necessária para vender. Da mesma forma, lojas de e-commerce próprias precisam de tempo e dinheiro para engrenar. Tempo, para montar e fazer as configurações, e dinheiro, para despesas com hospedagem, plataforma e divulgação.

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