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Nordeste registra maior queda de renda dos trabalhadores do Brasil

O ano de 2021 vai sendo particularmente difícil para boa parte dos trabalhadores do Nordeste. É que de acordo com um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), essa foi a região que mais perdeu renda no primeiro trimestre deste ano. Estamos falando portanto do período que vai de janeiro até março.

O Ipea tomou como base informações de pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo esses dados, o Nordeste sofreu uma queda de 7,05% nos três primeiros meses deste ano, se compararmos com o mesmo período do ano passado.

Ainda de acordo com o Ipea, todas as outras regiões do Brasil também registraram uma queda nesta renda. No entanto, nenhuma delas esteve no nível do Nordeste. O Norte, por exemplo, foi o que mais se aproximou, com uma queda de 3,85%.

Os dados do Ipea mostram ainda que o Sudeste representou uma queda de 1,46%, o Sul de 0,97% e o Centro-Oeste de 0,84%. Esta última observou apenas uma pequena variação negativa. No entanto, nada a se comparar com o que está acontecendo com a região Nordeste.

“De certo modo, o tipo de ocupação tem impacto nos resultados observados. Estados com dependência maior da agricultura e da indústria foram menos afetados”, disse Sandro Sacchet de Carvalho, que é técnico de planejamento e pesquisa do Ipea.

Custo de vida

Vale lembrar que isso tudo significa dizer que as pessoas estão ganhando em geral menos do que ganhavam antes. E isso pode ser crucial nesse momento da pandemia. Principalmente porque o custo de vida parece estar subindo em todas os lugares do Brasil.

Um exemplo disso é o preço de um botijão de gás. Ainda no final da última semana, a Petrobras anunciou mais um aumento. E esta elevação dos preços do utensílio está valendo desde esta semana. Outro item que deve subir é a conta de energia. Tudo por causa da situação das hidrelétricas.

Na prática, isso mostra que as pessoas estão ganhando menos e tendo que pagar mais para viver no país. Em algumas regiões, isso parece ser pior do que em outras. Isso mostra portanto que há uma forte desigualdade regional em toda essa história.

Auxílio Emergencial

Para quem está vivendo apenas com o Auxílio Emergencial a situação deve estar ainda pior. De acordo com informações do Ministério da Cidadania, essas pessoas estão recebendo valores que variam entre R$ 150 e R$ 375. Isso não é suficiente para comprar uma cesta básica nas principais cidades do país.

Vale lembrar que a pesquisa do Ipea toma como base justamente este período que vai de janeiro até março. E esse é a parte do ano em que o Governo Federal interrompeu os pagamentos do Auxílio Emergencial. Muita gente acabou ficando portanto sem nenhum tipo de renda naquele momento.

O Governo Federal retomou os pagamentos do benefício emergencial ainda no último mês de abril. Naquele primeiro momento, a ideia foi pagar o benefício por quatro meses. No entanto, o Palácio do Planalto decidiu prorrogar os repasses por mais dois ou três meses. 

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