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Nível de adoção de serviços digitais por brasileiros estabiliza após um ano de pandemia

Pesquisa mostra que número de assinaturas de streamings estabiliza, enquanto cai o índice de downloads de novos apps

Segundo dados da pesquisa Uso de Apps no Brasil, a aceleração da adoção de serviços digitais já atingiu seu pico. Para chegar nessa conclusão, o estudo levou em conta a queda de instalações e desinstalações de aplicativos por brasileiros, além da estabilização no número de usuários de serviços de streaming. 

A pesquisa foi realizada pela Opinion Box em parceria com o portal Mobile Time, que entrevistou 2,1 mil brasileiros que possuem smartphone de forma online no último mês de maio. Em seis meses, aumentou de 10% para 15% a proporção de pessoas que estão há mais de 30 dias sem instalar um app. Da mesma forma, aumentou de 12% para 19% o a proporção de brasileiros que não desinstalaram nenhum aplicativo no mesmo período. 

No ano passado, a pandemia trouxe um aumento significativo na frequência de instalações e desinstalações de aplicativos, provavelmente pela adaptação ao isolamento social e à uma vida mais digital. Em contrapartida, os números de maio de 2021 já indicam que os brasileiros começam a encontrar seus aplicativos preferidos, sem precisar ficar testando novas funções e serviços.

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O movimento de estabilidade na adoção de apps cresce conforme a idade. No grupo mais jovem, de 16 a 29 anos, 9% estão há mais de um mês sem instalar nenhum app. Na faixa entre 30 e 49 anos, o percentual sobe para 15%, e atinge 29% entre pessoas com 50 anos ou mais. A mesma tendência é identificada na pergunta sobre quando foi a última vez que o entrevistado desinstalou um app: 16 a 29 anos (11%), 30 a 49 anos (20%) e 50 anos ou mais (34%). 

Outros dados sobre download de apps: 

  • Apenas 2% dos entrevistados nunca baixaram um app 
  • 41% baixaram um app há menos de 24 horas 
  • 44% baixaram um aplicativo entre 24 horas e um mês  
  • 12% baixaram um app há mais de um mês e antes seis meses 
  • Apenas 3% baixaram app há mais de seis meses 

Serviços de streaming estabilizam 

A proporção de brasileiros que assinam um serviço de streaming de filmes e séries interrompeu o crescimento que vinha acontecendo há dois anos. Entre abril de 2019 e novembro de 2020 (penúltima edição da pesquisa), houve crescimento de 18 pontos percentuais, mas em maio de 2021, o serviço manteve o mesmo índice anterior, de 56%. 

Como a pesquisa é focada em aplicativos para smartphones, a pergunta se restringiu a qual app de streaming o entrevistado mais utilizava. Dessa forma, a Netflix surge como a preferida dos entrevistados, com 75%. 

Quem surge em segundo lugar é o Amazon Prime Video, mas com penetração muito menor, de apenas 11%. GloboPlay e Disney+ também foram citados, com 3% e 2%, respectivamente, com crescimento de um ponto percentual para o último em comparação ao estudo de novembro de 2020. 

O streaming de música também mostrou estagnação, com variação positiva de apenas um ponto percentual na comparação com novembro de 2020, dentro da margem de erro da pesquisa de dois pontos percentuais. A assinatura desse tipo de serviço cresceu 13% em dois anos e chegou a 33% em maio de 2021. 

O Spotify ainda é o app preferido dos usuários, com 58% da preferência, mas ele perdeu três pontos percentuais em relação à última pesquisa. Aparentemente, o YouTube Music conquistou este espaço, já que cresceu três pontos e está com 7% de adoção. No entanto, Deezer e Amazon Music ainda aparecem acima dele, com 17% e 9%, respectivamente. 

Crise econômica também pode ser motivo de estabilização 

O isolamento social provocado pela pandemia de covid-19 resultou no aumento do consumo e acesso de aplicativos e serviços digitais, que atingiu seu pico cerca de um ano depois e estabilizou a adoção. Para o estudo, isso decorre da adaptação do brasileiro à pandemia. 

No entanto, outra hipótese do estudo é a crise econômica que o Brasil enfrenta, com o alto índice de desemprego e inflação crescente. Estes fatores diminuíram o poder de compra do brasileiro e afetou o consumo das famílias, o que também pode explicar a desaceleração do crescimento de serviços de streaming. 

Ainda de acordo com a pesquisa, o crescimento deste setor deve voltar ao ritmo observado antes da pandemia, a não ser que surja alguma empresa ou serviço que cause uma nova disrupção neste mercado. 

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