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Literatura no vestibular: “Niketche: uma História de Poligamia”, de Paulina Chiziane

O romance Niketche: uma História de Poligamia é uma das obras mais importantes da carreira da escritora moçambicana Paulina Chiziane. Publicado pela primeira vez em 2002, a obra rendeu à autora o primeiro Prêmio José Craveirinha de Literatura, instituído pelo Associação Escritores Moçambicanos em 2003.

O quarto livro de Chiziane conta a história de Rami, a esposa de um alto funcionário da polícia chamado Tony. A narração é feita em 1ª pessoa por Rami e, como o título do romance indica, explora um caso de poligamia. Casada há vinte anos com Tony, a personagem descobre que o seu marido é polígamo e possui outras quatro esposas, com as quais teve vários filhos.

Ao descobrir que o seu esposo tem outras famílias em diferentes regiões do país, Rami toma a decisão um pouco inusitada de ir ao encontro dessas mulheres. Assim, a narrativa compartilha com o leitor a aventura de Rami que sai à procura de cada uma das esposas de seu marido e compartilha com elas diversas experiências.

Com a busca de Rami, entram na narrativa as outras quatro esposas: Julieta, Lu, Saly e Mauá. Elas são mulheres diferentes e que, em um primeiro momento, acabam estabelecendo rivalidade. Duas delas chegam até a agressão física e acabam parando em uma delegacia. No entanto, ao longo do enredo, elas acabam tendo empatia umas com as outras ao perceberam dilemas de vida muito parecidos.

Desse modo, a autora, com uma linguagem leve, fluida e um pouco sarcástica, dá voz à mulher moçambicana expondo seus pensamentos sobre o que a sociedade reserva para os homes e sobre o papel imposto às mulheres. Assim, Chiziane cria uma narrativa de libertação das mulheres, que veem surgir o desejo de buscar seus próprios caminhos, de buscar a sua independência.

Sobre a escritora

Nascida em 1955, Paulina Chiziane é uma escritora moçambicana que faz parte do grupo de autores lusófonos mais importantes nos países africanos de língua portuguesa. Além de ser a primeira moçambicana a publicar um livro, em 1990, Chiziane é inovadora em suas narrativas provocadoras. Assim, suas obras trazem questionamentos sobre papéis de gênero, por exemplo, como no romance Niketche: uma História de Poligamia.

Entre suas obras de maior destaque figuram os romances As Andorinhas (2009), O Alegre Canto da Perdiz (2008), Na mão de Deus (2013) e Por Quem Vibram os Tambores do Além (2013).

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