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Inflação: presidente do BC diz que alta é temporária

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta sexta-feira (09) que a alta da inflação é temporária. Ele ainda afirmou que entre as influências dos preços está a desvalorização do real e da relação dívida pública como capacidade do pagamento, além do potencial de crescimento do país analisado pelo mercado.

Neto ainda comentou que o aumento de preços “é provisório, e não estrutural”,estando dentro das expectativas desde o ano passado. “A inflação implícita está aumentando em países emergentes, mas isso não é um processo de alta de inflação, mas de reprecificação”, defendeu.

Inflação acumula alta de 6,10%

A inflação nos últimos 12 meses ficou em 6,10%, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (09). Neste contexto a meta para este ano é manter a inflação em 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O Comitê de Política Monetária também pretende aumentar a taxa de juros em 0,75 ponto percentual, sendo assim o índice chegaria em 3,5% ao ano.

“Faremos o necessário para garantir que a inflação atinja o target. Mesmo reconhecendo que a inflação está aumentando, reconhecemos que a maioria dos componentes que levam a isso são temporários. Entendemos que a desvalorização da moeda tem impacto na persistência. A não ser que algo muito diferente aconteça, acho que estamos preparados para um aumento de 0,75 ponto percentual na taxa [Selic]”, disse Campos.

O presidente do Banco do Brasil explicou, porém, que a projeção não está de fato decidida. “Mas sempre explicamos que o Banco Central sempre pode mudar. Se algo acontece diferente, a primeira coisa que fazemos é comunicar ao mercado o que está acontecendo”, defendeu.

Inflação e efeito nos alimentos

Campos Netos ainda comentou que os efeitos que a pandemia da Covid-19 causou na inflação e na economia sendo diferente se comparado países emergentes e países desenvolvidos. Neste cenário, o preço dos alimentos também é alterado de maneira diferente, de acordo com ele.

“Em termos de efeito de curto prazo, como os emergentes tiveram de emitir muita dívida para enfrentar a pandemia, estamos vendo variáveis se comportando de um jeito que não é esperado. Por exemplo, as moedas em mercados emergentes não estão se comportando da forma esperada com as commodities subindo. Em parte, isso é explicado porque as pessoas [o mercado] colocam na equação essa dívida, que é de risco, mais elevada”.

Ele ainda destacou que a expectativa do Produto Interno Bruto (PIB) chegou a ser negativo em -9%. “Um pacote fiscal foi feito e conseguiu melhorar para -4%, o que é melhoria substancial. Temos agora uma previsão de crescimento de 3,5% para o ano que vem, mas isso dependerá de como a segunda onda da pandemia se desenvolverá e, também, de como ficará o esquema de vacinação no Brasil”, finalizou.

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