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História Geral: a Contrarreforma

A Contrarreforma: um resumo sobre o tópico

O termo Contrarreforma se refere à resposta da Igreja Católica aos movimentos denominados de Reformas Protestantes, que se iniciaram no século XVI.

O assunto é muito cobrado por questões de história geral, principalmente relacionado às Reformas e ao seu contexto político. Dessa maneira, é fundamental que você domine as principais características da Contrarreforma.

A Contrarreforma: Definição

A Contrarreforma, também denominada de Reforma Católica, foi a resposta da Igreja Católica ao fenômeno das Reformas Religiosas, que se iniciou no século XVI, durante a Idade Moderna.

O movimento, caracterizado pela reestruturação da Igreja e pela reafirmação de seus dogmas, se iniciou oficialmente no ano de 1545, com o Concílio de Trento.

A Contrarreforma: Contexto Histórico

O século XVI foi um período de grandes transformações políticas, sociais e religiosas. Em primeiro lugar, a burguesia assumia cada vez mais um papel importante dentro da política. Além disso, o feudalismo era oficialmente deixado para trás em nome de um capitalismo primitivo baseado em sólidas relações comerciais.

Porém, o século é também marcado pelo Renascimento, corrente de pensamento pela qual o homem era colocado em primeiro lugar. Além disso, nessa época ocorria também o avanço da ciência.

Todo esse contexto permite que uma série de contestações contra a Igreja Católica começassem a eclodir pela Europa. A Igreja era acusada de nicolaísmo (corrente de pensamento herética), venda de indulgências (“partes” do céu), venda de simonias (objetos falsos que eram vendidos como sagrados) e de nepotismo.

Assim, movimentos com o objetivo de criticar a Igreja e propor novas religiões surgem em todo o continente: e o clero terá de pensar em uma maneira para responder à eles.

A Contrarreforma: Objetivos

A Contrarreforma foi criada pela Igreja Católica com o objetivo de fortalecer a instituir, organizando uma série de reformas e de reafirmação de seus dogmas principais. Com essa estratégia, a Igreja pretendia combater as novas correntes religiosas que ocorriam na época e que originariam o protestantismo, principalmente aquela criada por Martinho Lutero, no Sacro Império Romano Germânico.

O movimento de Contrarreforma pretendia, ainda, realizar a revisão de aspectos espirituais e administrativos da Igreja Católica para que, assim, fosse possível questionar e desmentir as ideias de Lutero. Para esse propósito, o papa Paulo III convocou, no ano de 1545, uma reunião com as autoridades católicas convocada pelo papa, que ficou conhecida como Concílio de Trento, uma vez que ocorreu na cidade de Trento, na Itália. As reuniões perdurariam por cerca de 18 anos, terminando em 1563.

Uma das diretrizes adotada a partir do Concílio foi reafirmar dogmas da Igreja que haviam sido refutados por Lutero, como, por exemplo, a presença de Cristo na Eucaristia, a veneração aos santos e a validade dos sacramentos católicos.

Ainda, um dos resultados das reuniões do Concílio de Trento foi a criação do Index Librorum Prohibitorum (Índice de Livros Proibidos, em latim): uma lista de livros proibidos considerados imorais e contrários à fé católica. Decidiu-se também que a venda de indulgências seria proibida e que o Tribunal do Santo Ofício, parte da Inquisição, seria reativado. É nesse contexto que milhares de indivíduos são perseguidos, acusados de heresia.

A criação da Companhia de Jesus também é um resultado da Contrarreforma, uma vez que se pretendia utilizar os jesuítas para atuar em missões nos novos territórios descobertos pelos europeus. Na própria Europa, os jesuítas deveriam difundir os dogmas da Igreja e poderiam, até mesmo, atuar na Inquisição.

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