Categorias: Notícias

Golpe perigoso no WhatsApp: falsos defensores públicos tentam enganar vítimas

Fraudadores induzem as vítimas a realizar pagamentos indevidos

Publicado por
Quézia Andrade

Criminosos estão se passando por integrantes da Defensoria Pública da União (DPU) para aplicar golpes por meio do WhatsApp, mirando principalmente em cidadãos que têm processos em andamento ou já concluídos. A estratégia inclui o uso de nomes e até fotos de defensores públicos federais, com o objetivo de solicitar pagamentos indevidos e transformar a expectativa de uma boa notícia em prejuízo financeiro e emocional.

Em alerta oficial, a própria DPU destacou o nível de sofisticação da fraude. Os golpistas entram em contato com as vítimas prometendo a liberação rápida de valores, como precatórios ou quantias relacionadas a ações judiciais. Para tornar a abordagem mais convincente, constroem uma narrativa detalhada, explorando a ansiedade das pessoas e o desconhecimento sobre os procedimentos legais.

Casos desse tipo já foram registrados em várias regiões do país, incluindo cidades como Aracaju e Brasília, com maior incidência nas regiões Sul e Sudeste.

Como o esquema dos falsos defensores é executado?

Os criminosos, de posse de informações sobre processos judiciais, selecionam suas vítimas e iniciam o contato via WhatsApp. Utilizando uma foto de um defensor real e uma linguagem formal, eles informam sobre a suposta liberação de uma quantia relevante.

A partir daí, a fraude se desenvolve. Eles afirmam que, para o valor ser finalmente creditado na conta do beneficiário, é necessário quitar algumas “pendências”. Essas pendências são, na verdade, cobranças totalmente falsas, criadas para enganar a vítima e fazê-la transferir dinheiro para os golpistas.

A conversa é conduzida de forma a gerar um senso de urgência, impedindo que a pessoa tenha tempo para pensar ou verificar a informação.

A Defensoria Pública da União garante assistência jurídica gratuita, sem cobrança em nenhuma etapa do processo.
Imagem: Reprodução/ DPU

Falsas justificativas usadas para exigir pagamentos

Para tornar a cobrança mais plausível, os golpistas utilizam um jargão jurídico e mencionam taxas que, para um leigo, podem parecer legítimas. As desculpas mais comuns para solicitar os pagamentos incluem:

  • Custas de cartório: Alegam a necessidade de pagar taxas cartorárias para a emissão de documentos.
  • Tributos e dívidas: Inventam a existência de impostos ou dívidas que precisam ser quitados antes da liberação do dinheiro.
  • Honorários advocatícios: Mesmo se passando por defensores públicos, solicitam o pagamento de supostos honorários.

É fundamental reforçar a informação mais importante: os serviços da Defensoria Pública da União são inteiramente gratuitos. A instituição não cobra qualquer valor de seus assistidos em nenhuma fase do processo. Qualquer solicitação de pagamento, seja por PIX, boleto ou depósito, é um indicativo claro de fraude.

Como identificar a tentativa de fraude?

Estar atento aos detalhes é a principal forma de proteção. Mesmo que a abordagem pareça profissional, alguns sinais podem desmascarar o golpe no WhatsApp. Fique atento a:

  • Comunicação inesperada: A DPU geralmente se comunica por canais oficiais, e não de forma proativa por WhatsApp para solicitar pagamentos.
  • Pedidos de transferência: A liberação de valores judiciais ocorre via alvará judicial, retirado presencialmente em bancos credenciados, nunca por transferências solicitadas em aplicativos de mensagem.
  • Documentos suspeitos: Verifique se há erros de português, logomarcas de baixa qualidade ou formatação estranha em qualquer documento enviado.
  • Pressão para agir rápido: Golpistas criam um cenário de urgência para que a vítima não tenha tempo de consultar familiares ou a própria DPU.

O que fazer ao receber uma mensagem suspeita?

Caso receba uma mensagem que se encaixe na descrição do golpe, a orientação é seguir alguns passos para garantir sua segurança e evitar prejuízos.

Primeiramente, não realize nenhum tipo de pagamento. Em seguida, não forneça seus dados pessoais ou bancários. O passo mais importante é verificar a autenticidade da informação. Para isso, entre em contato diretamente com a DPU através dos seus canais oficiais de atendimento, que podem ser encontrados no site da instituição, ou dirija-se pessoalmente a uma unidade.

Nunca utilize os números de telefone ou links fornecidos na mensagem suspeita. Após confirmar a tentativa de fraude, bloqueie o contato e, se possível, denuncie o número.

Fique por dentro de mais informações como essa no Notícias Concursos.