Criminosos estão se passando por integrantes da Defensoria Pública da União (DPU) para aplicar golpes por meio do WhatsApp, mirando principalmente em cidadãos que têm processos em andamento ou já concluídos. A estratégia inclui o uso de nomes e até fotos de defensores públicos federais, com o objetivo de solicitar pagamentos indevidos e transformar a expectativa de uma boa notícia em prejuízo financeiro e emocional.
Em alerta oficial, a própria DPU destacou o nível de sofisticação da fraude. Os golpistas entram em contato com as vítimas prometendo a liberação rápida de valores, como precatórios ou quantias relacionadas a ações judiciais. Para tornar a abordagem mais convincente, constroem uma narrativa detalhada, explorando a ansiedade das pessoas e o desconhecimento sobre os procedimentos legais.
Casos desse tipo já foram registrados em várias regiões do país, incluindo cidades como Aracaju e Brasília, com maior incidência nas regiões Sul e Sudeste.
Como o esquema dos falsos defensores é executado?
Os criminosos, de posse de informações sobre processos judiciais, selecionam suas vítimas e iniciam o contato via WhatsApp. Utilizando uma foto de um defensor real e uma linguagem formal, eles informam sobre a suposta liberação de uma quantia relevante.
A partir daí, a fraude se desenvolve. Eles afirmam que, para o valor ser finalmente creditado na conta do beneficiário, é necessário quitar algumas “pendências”. Essas pendências são, na verdade, cobranças totalmente falsas, criadas para enganar a vítima e fazê-la transferir dinheiro para os golpistas.
A conversa é conduzida de forma a gerar um senso de urgência, impedindo que a pessoa tenha tempo para pensar ou verificar a informação.

Imagem: Reprodução/ DPU
Falsas justificativas usadas para exigir pagamentos
Para tornar a cobrança mais plausível, os golpistas utilizam um jargão jurídico e mencionam taxas que, para um leigo, podem parecer legítimas. As desculpas mais comuns para solicitar os pagamentos incluem:
- Custas de cartório: Alegam a necessidade de pagar taxas cartorárias para a emissão de documentos.
- Tributos e dívidas: Inventam a existência de impostos ou dívidas que precisam ser quitados antes da liberação do dinheiro.
- Honorários advocatícios: Mesmo se passando por defensores públicos, solicitam o pagamento de supostos honorários.
É fundamental reforçar a informação mais importante: os serviços da Defensoria Pública da União são inteiramente gratuitos. A instituição não cobra qualquer valor de seus assistidos em nenhuma fase do processo. Qualquer solicitação de pagamento, seja por PIX, boleto ou depósito, é um indicativo claro de fraude.



