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UnB discute retorno do calendário acadêmico

Questionário on-line foi lançado para estudantes, professores e técnicos administrativos responderem sobre o assunto. Ele ficará disponível para resposta até esta terça-feira (23)

Mesmo após o Ministério da Educação (MEC) ter autorizado a suspensão das aulas presenciais nas instituições de ensino superior até 31 de dezembro, a Universidade de Brasília (UnB) tem discutido a melhor alternativa para manter o calendário acadêmico suspenso ou substituir a presença física por atividades remotas.

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) vai aprovar ou não a retomada das aulas presenciais. Para o vice-reitor da universidade, Enrique Huelva, diante da atual situação de pandemia do novo coronavírus, há apenas uma certeza: “aulas presenciais neste momento estão descartadas”.

Não há data definida para a volta às aulas e, nem mesmo, para a decisão final sobre o calendário acadêmico do primeiro semestre de 2020. “Estamos construindo condições para poder levar uma proposta sólida a ser discutida no Cepe. É uma fase de planejamento, coleta de informações e mapeamento” afirma.

Para auxiliar a definição de estratégias de uma possível retomada, o Comitê de Coordenação das Ações de Recuperação da Universidade de Brasília (CCAR) lançou um questionário on-line para estudantes, professores e técnicos administrativos responderem sobre o assunto. O questionário ficará disponível para resposta até esta terça-feira (23).

O resultado da pesquisa será essencial para que o plano de retomada atenda integralmente todos os estudantes.

“O objetivo é mapear as condições socioeconômicas, de saúde e de acesso a recursos tecnológicos. Isso é importante para sabermos quais medidas a UnB pode tomar para ajudar aqueles em piores circunstâncias”, explica Enrique.

Como parte do planejamento, a UnB intensificou a oferta de oficinas virtuais para a formação de docentes em atividades remotas. Segundo a universidade, há a expectativa de formar pelo menos 600 professores até julho. O conteúdo apresentado nas oficinas é integrado à plataforma Moodle, software gratuito desenvolvido para o uso educacional.

São 15 dias de capacitação durante os quais os profissionais aprendem a utilizar ferramentas básicas para criar uma sala de aula virtual.

A professora de anatomia de vertebrados do Instituto de Biologia (IB) Júlia Klaczo participou da última turma de capacitação. Ela conta que a oficina foi amplamente divulgada entre professores.

A Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) preparou um documento abordar as condições para um retorno seguro das atividades acadêmicas. Entre as preocupações estão a situação de trabalho dos docentes e também o contexto em que se encontra o Distrito Federal.

“Nesse documento, feito por oito professores especialistas, nós abordamos questões relativas ao trabalho docente e à acessibilidade às tecnologias digitais”, diz Luis Antonio Pasquetti, presidente da ADUnB. O presidente afirma que uma parcela dos professores não tem conhecimento sobre as ferramentas digitais. “Grande parte usado outras metodologias que não tecnológicas. Nós precisamos, de fato ter um treinamento e plataforma públicas digitais”, diz.

Luis Antonio Pasquetti opina que, apesar de ser muito importante treinar os professores, isso ainda não é o suficiente para o retorno. “É necessário que o estudante tenha condições de acessibilidade dos equipamentos e plataformas. Precisamos de investimentos nas universidades públicas para que elas consigam implementar essas tecnologias de maneiras que atinjam a todos”, defende. Informações do Correio Braziliense.

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