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Enem 2020: data é criticada por entidades estudantis

Para as entidades, a decisão do governo federal "demonstra que não existe um diálogo verdadeiramente democrático com os estudantes"

Após o Ministério da Educação (MEC) anunciar na quarta-feira (8) que as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 serão aplicadas em janeiro e fevereiro de 2021, entidades estudantis publicaram uma nota conjunta criticando a decisão, uma vez que ela não foi a escolhida pelos estudantes por meio da enquete lançada em junho.

Na enquete, a maioria dos inscritos, 49,7%, queria que o Enem impresso fosse aplicado em 2 e 9 de maio de 2021 e o Enem Digital em 16 e 23 de maio.

A nota foi assinada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional dos Pós-graduandos (ANPG) criticaram a data escolhida porque ela não foi a definida em enquete com os estudantes.

Para as entidades, a decisão do governo federal “demonstra que não existe um diálogo verdadeiramente democrático com os estudantes”.

Adiado após pressão de estudantes e parlamentares por causa da pandemia de Covid-19, o novo cronograma do Enem prevê:

  • Provas impressas: 17 e 24 de janeiro, para 5,7 milhões inscritos
  • Prova digital: 31 de janeiro e 7 de fevereiro, para 96 mil inscritos
  • Reaplicação da prova: 24 e 25 de fevereiro (para pessoas afetadas por eventuais problemas de estrutura)
  • Resultados: a partir de 29 de março

Confira a íntegra da nota publicada pelas entidades:

 

Nota das entidades estudantis sobre sobre as datas da realização do ENEM

Nesta quarta, 8 de julho, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) apresentou dados sobre o ENEM. Entre eles, a informação de que a cada quatro candidatos, três têm dificuldades com a internet. Alertamos desde o início de nossa mobilização pelo adiamento da prova que a exclusão digital é um dos problemas que os estudantes brasileiros enfrentam nesse momento de pandemia. Por isso, questionamos a enquete realizada com datas sem critérios e a falta de soluções, por parte do governo, para as dificuldades apresentadas.

Agora, a data escolhida pelos poucos estudantes que conseguiram votar não foi levada em conta. A escolha feita pelo Ministério da Educação, de realizar a prova nos dias 17 e 24 de janeiro, demonstra que não existe um diálogo verdadeiramente democrático com os estudantes, profissionais da educação e saúde. Durante o período em que foi realizada uma consulta cujo resultado não foi levado em consideração, o diálogo aberto com todos os segmentos poderia nos ter apresentado a saída. Vamos continuar lutando, além de recorrer por todos meios cabíveis, para que haja a formação de uma Comissão de Crise para discussão das novas datas, que envolva não só Reitores e Secretários de Educação, mas também representação de estudantes, professores e outros especialistas em educação e em saúde.

Enquanto estudantes brasileiros continuam aflitos, o Ministério da Educação permanece sem ministro, o que nos preocupa ainda mais sobre a decisão das datas. Para que possamos superar a pandemia causada pelo novo coronavírus, a educação precisa estar no debate central. É dela que saem as pesquisas e é por meio dela que transformamos vidas. Estamos falando sobre o futuro de milhões de jovens brasileiros e, por isso, é preciso ter responsabilidade!

UNE – União Nacional dos Estudantes

UBES – União Brasileira dos Estudantes Secundaristas

ANPG – Associação Nacional dos Pós-graduandos”

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