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Alunas de escola pública vencem competição científica internacional

Duas alunas da escola pública Centro de Ensino Médio 2 do Gama, Bárbara Wingler e Kazue Nishi venceram a Associação Mundial de Feiras Internacionais (Wifa). Juntas, as estudantes criaram nada menos do que um plástico biodegradável feito de casca de laranja.

Por terem ganhado a competição, receberam o convite para participar da Competição e Exibição de Invenções Mundiais (Wice), marcada para acontecer em Kuala Lumpur, na Malásia em outubro deste ano.

Contudo, por conta da pandemia do novo coronavírus o evento presencial precisou ser adiado e agendado para ocorrer online. As alunas, desse modo, apresentaram seu projeto em inglês para os analistas.

Elas obtiveram um resultado excepcional. A pesquisa das meninas recebeu a medalha de prata no último dia 18 de setembro. Lembrando que o projeto competiu com projetos do mundo todo.

“Foi uma honra representar o Brasil. As pessoas no mundo sabem agora que o Brasil tem pesquisa, tem tecnologia e tem ciência. Mesmo que no próprio país não haja investimento, os brasileiros tentam de toda maneira inventar, mudar alguma coisa dentro e fora do país”, conta Bárbara, surpresa.

Kazue, por sua vez, relembrou que faltou apoio e materiais para essa criação. “Foi tipo alguém falando pra gente: ‘a pesquisa de vocês valeu a pena’”.

Como nasceu o projeto das alunas

Antes do projeto se concretizar, as alunas procuraram uma matéria-prima viável. Até que se depararam com a laranja. De acordo com elas, a fruta possui uma substância capaz de formar polímero para produzir plástico biodegradável.

A pesquisa compõe o Clube de Ciências da própria escola delas. O evento visa estimular os estudantes a proporem soluções, levantarem bibliografias e pesquisarem as metodologias devidas.

E apesar dos professores se disponibilizarem para orientar os estudantes logo após isso, a escola não dispõe de recursos. Então os próprios docentes se dispõem para arcar com os custos das pesquisas. Isso que aconteceu com Bárbara e Kazue. Afinal, não se trata de um projeto simples.

Para conseguir desenvolver o plástico, a saber, elas construíram uma estufa, por exemplo. Ou seja, algo complexo. “A gente viu uma caixa de microscópio quebrada, um vidro de um aquário também quebrado, ia tudo pro lixo e a gente resolveu construir nossa própria estufa”, relata Kazue. “Uma estufa é muito cara, não tínhamos esse dinheiro e a escola também não.”, conta ela.

Elas trituram as cascas de laranja, dissolvem o pó em água, assim como usaram um reagente e deixam o material secando na estufa, até se tornar o bioplástico, por 10 dias.

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