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Deputada diz que novo Bolsa Família é um programa “meia boca”

De acordo com Deputada Federal, novo Bolsa Família de Bolsonaro seria um programa “meia boca” e pior do que o atual

A Deputada Federal Gleisi Hoffmann, criticou mais uma vez nesta semana o Auxílio Brasil. Para quem não sabe, este é o programa que deve substituir o Bolsa Família a partir do próximo mês de novembro. De acordo com a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), esse é um projeto “meia boca”.

“Vai vendo como Bolsonaro age, deixou a fila do Bolsa Família crescer 25% no Nordeste, enquanto monta um programa meia boca de olho nas eleições de 2022. E povo sem renda e passando fome. Desumano”, disse a Deputada Federal em seu perfil oficial do Twitter. A declaração acabou causando uma certa repercussão.

O Governo Federal não respondeu essa fala da presidente do maior partido de oposição do país. De qualquer forma, o Palácio do Planalto vem insistindo na ideia de que o programa Bolsa Família vai ser turbinado a partir do próximo mês. A ideia é subir os valores e também a quantidade de usuários.

Hoje, de acordo com o Ministério da Cidadania, que é a pasta que responde pelo projeto, algo em torno de 14,6 milhões de brasileiros são beneficiários do Bolsa Família. Além disso, o valor médio do programa está na casa dos R$ 189 atualmente. O plano do Governo é subir isso para a casa dos R$ 300 para 17 milhões de pessoas.

Pelo que se sabe, esses números são maiores do que se viu na época dos governos do PT. A quantidade de usuários que recebem o dinheiro do programa é a segunda maior da história do projeto. Só perde para os números que também são do Governo do Presidente Jair Bolsonaro no início deste ano.

Críticas

Em um artigo, o PT argumentou que a quantidade de usuários atendidos pelo Governo Federal vai cair. Isso porque eles usam a conta não só dos beneficiários do Bolsa Família como também os do Auxílio Emergencial.

Quando se soma a quantidade de usuários dos dois projetos nós chegamos ao número de 39 milhões de pessoas. Pelo menos essa é uma base. O novo Bolsa Família deve atender algo em torno de 17 milhões de brasileiros. A conta, portanto, não fecha.

O próprio Ministro da Cidadania, João Roma, admitiu que essa lógica faz sentido. Pelas contas dele, algo em torno de 25 milhões de pessoas que hoje recebem algum benefício do Governo ficarão sem nada a partir do próximo mês de novembro.

Prorrogação do Auxílio

Uma solução para isso poderia ser a prorrogação do Auxilio Emergencial. Essa é uma ideia que vem ganhando cada vez mais adeptos dentro do Governo Federal. Ainda falta, no entanto, confirmar essa informação oficialmente.

A ideia do Palácio do Planalto é seguir com os repasses do Auxílio Emergencial ao mesmo passo em que segue com os pagamentos do novo Bolsa Família. Assim, se evitaria que mais pessoas pudessem ficar sem o programa.

Vale sempre lembrar que o Bolsa Família deverá ser um tema central nas eleições presidenciais do próximo ano. Pelas declarações atuais, há de se imaginar que vários candidatos tentarão pegar para si a paternidade deste projeto.

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