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Deputada diz que Governo prorrogou Auxílio para “esconder escândalos”

Deputada Renata Souza (PSOL) acusou o Presidente Jair Bolsonaro de usar a prorrogação do Auxílio Emergencial como moeda política

A Deputada Estadual, Renata Souza (PSOL-RJ) fez uma dura acusação ao Governo Federal nesta segunda-feira (5). De acordo com a parlamentar, o Presidente Jair Bolsonaro só anunciou a prorrogação do Auxílio Emergencial para tentar desviar o debate das notícias do âmbito político dentro do Palácio do Planalto.

“Impressionante a manipulação do governo. O povo precisando de auxilio emergencial e eles liberam quando precisam abafar os escândalos. É um governo sórdido”, disse a Deputada em seu perfil oficial do Twitter. Na verdade ela estava se referindo ao noticiário político sobre as denúncias de possíveis rachadinhas do Presidente.

Nesta segunda-feira (5), o Governo Federal anunciou que vai prorrogar o Auxílio Emergencial por mais três meses. Assim, os pagamentos do programa não irão durar mais até julho, mas até o próximo mês de outubro. Serão portanto mais três repasses de valores que variam entre R$ 150 e R$ 375.

É verdade que o anúncio da prorrogação aconteceu no dia da divulgação de reportagens sobre o tema rachadinha. No entanto, também é verdade que o Planalto estava planejando essa declaração há algum tempo. A notícia de que eles fariam isto na segunda (5) saiu ainda na semana passada.

De qualquer forma, a ideia do Governo era que o próprio Presidente Jair Bolsonaro desse essa notícia em forma de pronunciamento. Isso não aconteceu. Isso pode indicar portanto que o Planalto não estava completamente pronto para realizar esse anúncio. Tudo não passa, no entanto, de informação de bastidor.

Auxílio Emergencial

O Auxílio Emergencial vai seguir por mais três meses com os mesmos moldes dos pagamentos atuais. São mais três parcelas de valores que variam entre R$ 150 e R$ 375 a depender da pessoa que recebe o dinheiro.

A quantidade de beneficiários também não deve mudar. Então pela lógica seguem recebendo os montantes os mesmos 39,1 milhões de brasileiros que recebem atualmente o dinheiro do programa do Governo Federal.

Muita gente acreditou que o Planalto poderia mudar isso e inserir novos cadastros no projeto. No entanto, o fato é que isso não aconteceu e a quantia de beneficiários deverá seguir a mesma pelos próximos três meses. 

Número pode cair

O número de usuários não deve crescer, mas pode cair. É que de acordo com o Ministério da Cidadania, a regra do Auxílio permite que algumas pessoas tenham o projeto cancelado por não se encaixarem mais nas exigências do Governo.

Quem define isso é o Dataprev. O órgão faz uma espécie de reanálise mensal de cada uma das contas. As pessoas que deixam de atender todos os critérios do programa acabam tendo um cancelamento da conta em questão.

A grande maioria das pessoas tem o direito de questionar o resultado. De acordo com o Governo, esses brasileiros têm 10 dias úteis para fazer a contestação no site. No entanto, outros não possuem esse mesmo direito e para eles o que resta é aceitar o cancelamento.

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