Você já sentiu que as dívidas, como as do cartão de crédito ou cheque especial, consomem uma parte considerável do seu salário? Milhões de brasileiros enfrentam essa realidade, buscando uma saída para reorganizar suas finanças. E se houvesse uma alternativa acessível justamente para quem trabalha com carteira assinada?
Uma nova iniciativa está permitindo que trabalhadores formais acessem um valor de R$ 11.895,36 para quitar débitos. Este pagamento já transformou a vida de mais de 8,5 milhões de pessoas. Lançado em março de 2025, o programa superou a marca de R$ 101 bilhões, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.
Ele foi desenhado para atender uma parcela da população que frequentemente ficava de fora do mercado: os trabalhadores que recebem entre um e quatro salários mínimos. Saiba como funciona esse crédito especial e como solicitar!
O que é e como funciona essa modalidade de crédito especial?

Imagem: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
A solução para juros abusivos que tem beneficiado milhões de brasileiros é o Crédito do Trabalhador. Trata-se de um programa que facilita o acesso ao empréstimo consignado para funcionários do setor privado. Diferente de outras linhas de crédito, as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento, o que reduz o risco de inadimplência para os bancos e, consequentemente, permite a oferta de taxas de juros muito mais baixas.
O sucesso da iniciativa é visível nos números. Com mais de 17 milhões de contratos firmados, a taxa média de juros praticada pelo programa é de 3,2% ao mês. Este percentual é significativamente menor quando comparado aos juros de outras modalidades, como o crédito pessoal (CDC), o rotativo do cartão e o cheque especial, que cobram, em média, 11,2% ao mês.
Na prática, isso significa que o trabalhador consegue substituir uma dívida cara por uma mais barata, liberando mais do seu orçamento mensal. As parcelas médias, por exemplo, ficam em torno de R$ 245,90.
Quem tem direito ao crédito e como solicitar?
O acesso ao Crédito do Trabalhador foi ampliado para incluir diversas categorias de trabalhadores formais. O objetivo é alcançar o maior número possível de pessoas que possuem um vínculo de emprego estável. Têm direito a solicitar o empréstimo:
- Trabalhadores com registro em carteira (regime CLT);
- Trabalhadores domésticos;
- Trabalhadores rurais;
- Empregados de microempreendedores individuais (MEI);
- Diretores não empregados com direito ao FGTS.
Para solicitar, o interessado deve procurar uma das instituições financeiras habilitadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O processo é feito diretamente com o banco, que analisará o perfil do solicitante e sua margem consignável.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reforçou o compromisso do governo em manter as taxas baixas:
“Não vamos permitir juros altos. Com o programa, trabalhadores e trabalhadoras estão conseguindo sair das mãos do agiota e de modalidades de crédito extremamente onerosas”.
Crescimento do programa
O crescimento do programa tem sido notável. Em agosto de 2025, o volume total de crédito concedido estava em R$ 31,8 bilhões, saltando para R$ 61 bilhões já no mês seguinte. Esse avanço demonstra a alta demanda por crédito justo e acessível no país. Segundo o ministro Luiz Marinho, a iniciativa democratizou o acesso ao crédito, especialmente para aqueles que antes eram excluídos do sistema financeiro tradicional.
O monitoramento das taxas de juros é constante pela equipe técnica do Ministério, garantindo que o objetivo principal do programa – oferecer condições vantajosas – seja cumprido. Atualmente, o Brasil possui mais de 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada.
A expectativa do governo é que, nos próximos quatro anos, o programa de consignado privado alcance cerca de 25 milhões de pessoas, consolidando-se como uma política de inclusão financeira de longo prazo.
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