O Senado Federal está avaliando a possibilidade de criar uma nova taxação para empresas do setor dos games no Brasil. A ideia dos parlamentares é adicionar esta proposição no texto do chamado marco legal dos games, que está em tramitação no Senado Federal, e que poderá ser votado dentro de mais algumas semanas pelos senadores.
A ideia central que está sendo discutida é a possibilidade de criação de um imposto extra, que deveria ser pago pelas empresas de games, assim que forem oficialmente reguladas para operar no Brasil. A existência deste plano, aliás, foi confirmada pelo relator do projeto do marco legal dos games, o senador Irajá (PSD-TO). Ele explicou que está em contato com o Ministério da Fazenda para tratar sobre o tema.
“Estamos avaliando se caberia outra contribuição. É um pouco do que ocorre com a discussão dos jogos de azar, que se criou uma alíquota de 15%. É como se fosse um Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) dos jogos. Estamos avaliando a viabilidade disso”, disse o senador Irajá em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo nesta quarta-feira (10).
Atualmente, o projeto do marco legal dos games está em tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde precisa ser aprovada para seguir o seu rito de tramitação pelo Congresso Nacional. Ainda não há data para pautar o projeto justamente porque o senador Irajá está em conversas com o Ministério da Fazenda e com a Receita Federal, antes de fazer qualquer alteração no texto envolvendo esta nova taxação.
“Empresas vão lucrar”
Sobre a possibilidade de reação por parte da empresas de games no Brasil, o senador Irajá argumentou que a própria aprovação da regulamentação será positiva para o setor. Assim, na visão dele, mesmo diante de uma nova taxação, tais empresários tendem a ganhar ainda mais dinheiro com a possível abertura de um mercado relativamente novo no Brasil.
“É um mercado que pode ser quintuplicado”, defendeu o senador Irajá.
O marco legal dos games
O texto do marco legal dos games no Brasil prevê a regulamentação da fabricação, importação, comercialização e desenvolvimento dos jogos eletrônicos. No texto da proposta há uma disposição que indica que os empresários serão completamente livres para fabricar, importar, comercializar e desenvolver jogos eletrônicos, mas o estado terá o poder de impor a classificação etária indicativa.



