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Bolsonaro defende Reforma Trabalhista: “Não retirou direitos”

De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, Reforma Trabalhista do Governo Temer teria sido importante para os direitos dos trabalhadores

Em uma tentativa de se contrapor ao ex-presidente Lula (PT), o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu a Reforma Trabalhista nesta segunda-feira (17). De acordo com o chefe de estado, seria falsa a informação de que essa lei teria retirado vários direitos dos trabalhadores desde o ano de 2017.

“O governo Temer fez uma pequena reforma trabalhista, não tirou direito de nenhum trabalhador. Mente quem fala que a reforma trabalhista do Temer retirou direitos do trabalhador”, disse o presidente Jair Bolsonaro durante uma entrevista para uma rádio do Espírito Santo nesta segunda-feira (17).

“Até porque os direitos estão lá no artigo 7º da nossa Constituição, não podem ser alterados, porque está no capítulo das cláusulas pétreas. Foi uma flexibilização, deu um impulso no governo Temer a essa reforma. Tanto que tivemos um saldo positivo ( nos empregos) no governo Temer”, completou ele.

A fala de Bolsonaro acontece alguns dias depois que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que iria revogar essa Reforma Trabalhista caso seja eleito no próximo mês de outubro. De acordo com ele, essa lei estaria prejudicando a situação dos trabalhadores e todo o país neste momento.

A grande crítica das pessoas em torno da Reforma Trabalhista acontece porque muito se falou que ela iria gerar milhões de novos empregos. Mas mesmo depois de tanto tempo de sua aprovação, o fato é que a situação do mercado de trabalho no Brasil ainda está longe de estar confortável com milhões de desempregados.

Empregos x auxílios

A abertura de novas vagas de emprego está ligada à questão do Auxílio Emergencial. Vale lembrar que o Governo Federal decidiu acabar com esse programa social, que estava atendendo cerca de 35 milhões de brasileiros.

O último pagamento aconteceu no final do último mês de outubro. Na ocasião, o próprio Ministério da Cidadania disse que algo em torno de 25 milhões de pessoas iriam ficar sem nenhum tipo de ajuda com essa decisão.

Como maneira de atenuar essa situação, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a prometer que a abertura de empregos iria acabar funcionando para essas pessoas que estavam saindo do Auxílio Emergencial.

Além da Reforma nas eleições

Acima de tudo, vale lembrar que essa é uma discussão de cunho político neste momento. Para quem ainda não entendeu, nós acabamos de entrar no ano eleitoral. Teremos eleições para a presidência da república em outubro.

A tendência é que os direitos dos trabalhadores estejam no auge das discussões políticas este ano. De um lado, o presidente Jair Bolsonaro vai seguir batendo na tecla de que a Reforma Trabalhista não retirou direitos.

Do outro, o ex-presidente Lula vai seguir dizendo que a Reforma foi prejudicial e vai dizer também que vai buscar dar mais direitos aos trabalhadores. Nesse sentido, o Auxílio Emergencial, também deverá ser usado nessas discussões.

Pré-candidatos como João Dória (PSDB), Ciro Gomes (PDT) e Sérgio Moro (Podemos) também já estão ensaiando discursos neste sentido. Agora resta portanto esperar para saber como tudo isso vai acontecer.

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2 Comentários
  1. wagner Diz

    ter um emprego em jornada intermitente é escravidão e negociar acordos com o patrão é piada

  2. Ronaldo Diz

    O povo brasileiro quer emprego não quer ismola.

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