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Auxílio Emergencial: Bolsonaro deve manter benefício se a pandemia continuar

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o Governo Federal planeja manter o Auxílio Emergencial, caso a pandemia de covid-19 permaneça no Brasil. Atualmente, a rodada 2021 do benefício está sendo oferecida para a população já na sua quarta parcela, e o governo anunciou em julho a prorrogação do auxílio por mais três parcelas.

“A gente espera que, com a vacina e com a questão da pandemia sendo dissipada, não seja mais preciso isso (Auxílio Emergencial), mas, se porventura continuar, nós manteremos o Auxílio Emergencial“, declarou o presidente, sem dar maiores detalhes, em entrevista à rádio 89 FM (SP), na manhã de sexta-feira.

Através da fala, o presidente demonstra uma mudança de discurso, após criticar o benefício, durante todo o ano de 2020, que na época era no valor de R$ 600. Além disso, o Bolsonaro chegou a declarar que gostaria de investir o dinheiro destinado para pagar o Auxílio Emergencial na construção de novas obras públicas.

Em outras declarações, o presidente argumentou que, caso mantivesse o auxílio, o país poderia “quebrar”. Segundo Bolsonaro, o benefício só aumentava a dívida da União. Deste modo, a resistência do Executivo em estender o auxílio, mesmo com valores mais baixos, levou à suspensão do mesmo nos primeiros três meses do ano.

Análise dos benefícios

Apesar da possibilidade de extensão, segundo o presidente, benefícios como Auxílio Emergencial e Bolsa Família devem ser analisados. Isto porque envolve um gasto de grande quantidade de dinheiro público. “Temos que pensar nisso, e gastar dinheiro nisso, ou se endividar, o que é a palavra mais correta, para atender aos mais necessitados até que a economia volte a ser normalizada”, declarou Bolsonaro.

Bolsonaro reforçou que o Governo deve apresentar até início de agosto uma MP (Medida Provisória) reformulando programas sociais. É esperado que o benefício médio do Bolsa Família suba 50% ou mais, diante da inflação. Atualmente, o Bolsa Família paga, em média, cerca de R$ 190 por família, caso sofresse ajuste de 50%, o valor chegaria a R$ 285.

Com tom otimista em relação à vacinação, o chefe do Executivo afirmou que a vacinação no país deve ser finalizada até o final do ano. “Nossa programação foi bem feita e está sendo executada”, afirmou o presidente. Mesmo reconhecendo o progresso da campanha de vacinação nacional, Bolsonaro afirmou que a imunização não será obrigatória à população.

Informações adicionais sobre o Auxílio Emergencial 2021

De acordo com as regras estabelecidas, o Auxílio Emergencial atual é oferecido às famílias que possuem renda mensal igual ou inferior a até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja interior a meio salário mínimo. Além disso, o beneficiário precisa estar com o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) em dia para ter direito ao benefício.

Por fim, é importante lembrar que na rodada deste ano estão sendo oferecidas quatro parcelas mensais de abril a julho, de R$150 a R$375, dependendo do perfil dos beneficiados:

  • Pessoa que mora sozinha: R$ 150

  • Mãe solteira que sustenta a família: R$ 375

  • Demais famílias: R$ 250

O Auxílio Emergencial foi criado em 2020 pelo Governo Federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de Covid-19. Inicialmente o auxílio foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães solteiras chefes de família. Logo após, o programa foi estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

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