Você já ficou confuso ao precisar usar as expressões “este” e “esse” em seu texto e não saber qual era a opção correta? Pois é! Você não está sozinho; milhares de pessoas se confundem por não saberem a diferença e acabam, muitas vezes, empregando a palavra errada. Confira a seguir como usar esses termos corretamente e esclareça sua dúvida.
Por que muitas pessoas confundem?
Muitas pessoas confundem “este” e “esse” porque ambos parecem ter o mesmo sentido. Além disso, “este” pode soar estranho para quem não está acostumado, enquanto “esse” é usado com mais frequência, fazendo o outro parecer errado.
Qual é a diferença?
De acordo com diretrizes da norma-padrão da língua portuguesa, a escolha entre “esse” e “este” depende da proximidade do termo em relação às pessoas do discurso, abrangendo a relação no espaço, no tempo ou dentro do próprio texto.
O critério fundamental envolve a posição do referente: “este” aponta maior proximidade com quem fala (1ª pessoa), enquanto “esse” geralmente indica atenção para quem ouve (2ª pessoa) ou algo menos próximo do locutor.
A principal diferença é que “este” indica algo próximo do falante, e “esse” algo próximo do ouvinte ou já mencionado. Entender essa diferença ajuda a usar os termos corretamente.
Como identificar o momento certo para usar “este”
O pronome “este” serve para indicar algo próximo da pessoa que fala (1ª pessoa), podendo variar em gênero e número: este, esta, estes, estas. A proximidade pode ser física, temporal ou textual. Confira alguns exemplos dependendo do contexto da frase:
Proximidade no espaço
- Exemplo 1: “Este celular aqui na minha mão foi comprado hoje.” (O item está com o locutor.)
- Exemplo 2: “Estas folhas são minhas anotações.” (As anotações estão próximas de quem fala.)
Proximidade no tempo
- Exemplo 1: “Este mês está sendo agitado.” (Refere-se ao mês atual, presente no discurso.)
- Exemplo 2: “Neste instante, tudo mudou.”
Proximidade no texto
- Exemplo 1: “A decisão envolveu dois fatores principais: rapidez e precisão. Esta foi a mais importante.” (A “precisão” foi citada por último: está mais próxima da frase explicativa.)
- Exemplo 2: “Havia dois livros: um azul e outro verde. Este era o favorito do professor.” (O “verde” foi o último citado, logo, “este” refere-se a ele.)
Quando optar por “esse” nos seus textos
O uso de “esse” demonstra menor proximidade com quem fala e maior com quem ouve, além de apontar para algo já mencionado ou previsto. Assim como “este”, pode ser flexionado: esse, essa, esses, essas. Confira alguns exemplos dependendo do contexto da frase:
Menor proximidade no espaço
- Exemplo 1: “Esse casaco aí com você está limpo?” (O casaco está com a pessoa para quem se fala, não com quem fala.)
- Exemplo 2: “Essas cadeiras perto de você estão livres?”
Referência temporal mais distante
- Exemplo 1: “Esse ano passou rápido.” (Ano anterior ao momento do discurso ou uma referência já passada.)
- Exemplo 2: “Falarei com ela essa semana.” (Momento ainda por vir, não é o presente imediato.)
Referência a partes anteriores do texto
- Exemplo 1: “Apresentei duas soluções. Essa primeira pode ser aplicada já.” (Retoma algo já mencionado, mas que não está colado à frase.)
- Exemplo 2: “O aluno enfrentou muitos desafios: provas difíceis, trabalhos extensos e falta de tempo. Esses problemas marcaram seu ano escolar.”

Como a norma-padrão segue influenciando redações e avaliações
Mesmo com o uso informal privilegiando o “esse”, a redação de vestibulares, provas do ENEM e concursos públicos costuma aplicar o critério tradicional de proximidade e distância. O candidato precisa demonstrar domínio dessa diferença para atender aos critérios da avaliação escrita.
Segundo orientações do Ministério da Educação (MEC), professores seguem cobrando o uso correto nas produções textuais, especialmente na justificativa de ideias e na organização dos argumentos em dissertações e textos técnicos.
Próximos passos
Uma compreensão clara sobre quando usar “esse” e “este” depende de observar atentamente a relação entre o termo referido e as pessoas do discurso, tanto no espaço quanto no tempo e na organização textual. Pratique criando frases próprias e relendo textos antigos, identificando onde ajustar a norma-padrão.
Para quem se prepara para provas, recomenda-se verificar exemplos em simulados, com atenção especial às questões de interpretação e produção textual.
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