“Janta” e “jantar” são termos corretos para a refeição noturna, segundo o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), que reconhece ambas as formas.
A diferença está na formalidade: “jantar” é neutro e usual em contextos formais; “janta” é popular e associada à linguagem coloquial. O uso preferido depende do contexto e da intenção de quem fala; ambas denominam a refeição da noite.
Qual a diferença entre “janta” e “jantar” e quando usar cada termo
Os dois substantivos existem na língua portuguesa, mas têm usos sociais distintos. “Jantar”, masculino, é aceito em qualquer registro, sendo o termo preferido em ambientes formais, eventos oficiais, convites mais sofisticados e comunicações institucionais. Já “janta”, feminino, aparece em registros populares e informais, marcando a oralidade familiar e situações cotidianas.
Muitos associam erroneamente “janta” apenas à conjugação do verbo jantar. Entretanto, a palavra está inclusa em dicionários tradicionais como substantivo feminino, com definição explícita.
📲 Receba as principais notícias e oportunidades no seu WhatsApp!
QUERO ENTRAR AGORA →Segundo o Caldas Aulete, “janta” significa: “Pop. O mesmo que jantar”, sinalizando seu caráter coloquial. O Priberam também registra o termo como variante reconhecida e de uso popular.
Em situações cerimoniosas ou profissionais, usa-se “o jantar”, como “o jantar beneficente”, “jantar de gala” ou “jantar empresarial”. Em convites, notas oficiais e textos jornalísticos, esse é o termo preferido. No cotidiano, perguntas familiares como “O que tem de janta?” ou “Vamos esquentar a janta?” predominam, dando naturalidade à conversa.
Nenhum registro formal em dicionários ou gramáticas condena o uso de ambas — a distinção é de uso, não de correção gramatical.
A origem de “janta” no verbo jantar: por que é aceita como substantivo
“Janta” nasce por derivação regressiva do verbo “jantar”, um processo comum em português. O verbo perde parte da forma para criar um substantivo, como acontece em pescar ? pesca, comprar ? compra, ajudar ? ajuda. Assim, “janta” é tanto uma conjugação (ele/ela janta) quanto um substantivo, designando a mesma refeição da noite.
Essa origem verbal não impede que a palavra tenha registro próprio nos dicionários. O reconhecimento oficial está no VOLP e em acervos lexicais tradicionais.
O verbete de “janta” no Aulete destaca o uso literário: “Mal serviam a janta, iam aprontar e acender os candeeiros”, do romance “O Mulato”, de Aluísio Azevedo.
Quando “jantar” e “janta” soam fora de contexto
Há situações em que a escolha entre os termos implica adequação cultural e social. Ninguém costuma convidar para uma “janta de formatura” ou “janta diplomática”; nesses casos, “jantar” é esperado.
O oposto também é verdadeiro: em rodas de conversa íntimas, entre amigos ou na rotina familiar, anunciar “está servido o jantar” pode soar artificial, enquanto “a janta está pronta” reflete naturalidade.
Assim, a variante feminina (“a janta”) indica informalidade e proximidade. A forma tradicional (“o jantar”) preserva um tom neutro e é preferida quando se espera distanciamento ou oficialidade.
Exemplos de uso prático
- “O jantar de formatura será no salão principal do hotel.”
- “Mãe, o que tem de janta hoje?”
- “A embaixada ofereceu um jantar em homenagem aos pesquisadores premiados.”
- “Depois da janta, a gente vê um filme no sofá.”
- “Vou esquentar a janta que sobrou do almoço.”
- “Eles marcaram um jantar romântico para comemorar o aniversário de casamento.”
- “Na casa da Adriana, a janta sai cedo, lá pelas seis.”
- “O jantar beneficente arrecadou fundos para a biblioteca da escola.”
Quer conferir mais temas de português? Acesse a página inicial do portal Notícias Concursos e assista ao vídeo abaixo:




