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Turismo brasileiro: Faturamento cresce 47,5% no mês de maio

Como era de se esperar, a pandemia afetou drasticamente o turismo brasileiro durante o ano, como em todo o mundo. O faturamento total segundo a Fecomercio-SP, considerando o turismo interno e o internacional foi de R$ 70,4 bilhões no acumulado de janeiro a agosto de 2020, resultado que representa uma redução de 33,6% em comparação ao mesmo período de 2019.

Porém a perspectiva é de melhora para o decorrer deste ano, devido ao avanço da campanha de vacinação contra a Covid-19. Um fato que evidencia isso, é que em maio deste ano, período que mesmo com a taxa de vacinação bem menor do que a de hoje em dia no Brasil, o turismo obteve um faturamento 47,5% superior ao mesmo mês do ano passado, de acordo com a Fecomércio-SP.

Mariana Aldrigui, presidente do Conselho de Turismo da Federação, afirmou que a pandemia alterou a percepção de como se fazer turismo, e frisou que a partir de janeiro de 2021 o turismo voltou a crescer devido ao início da campanha de vacinação e da adaptação sanitárias necessárias por parte dos prestadores de serviço de turismo.

Ela também acredita que o setor continuará crescendo cada vez mais, o que provavelmente ocasionará uma queda nos preços e vai reduzir a quantidade de vagas em voos e hotéis. A presidente ressalta que o cenário ainda é de muita cautela, mas os panoramas para o setor são muito otimistas.

O impacto gerado na economia

Nos dias de hoje, o turismo é um dos mais importantes instrumentos de geração de emprego e renda em todo o mundo, a atividade ainda não é vista como um grande setor da economia produtiva no Brasil.

Esta incompreensão talvez seja derivada da simplória crença que existe relacionada ao turismo, de que basta a um país possuir um deslumbrante meio ambiente para ocupar uma posição privilegiada no ranking dos destinos turísticos mais importantes do mundo.

Apesar de ainda não ser explorado como deveria, o turismo apresenta certa relevância na economia do Brasil, já que 8% do PIB nacional provém dele. De acordo com o estudo feito pelo Conselho Mundial de Viagem e Turismo, são aproximadamente R$ 798 bilhões movimentados em 2019.

Além de 6,9 milhões de cargos gerados por atividades relacionadas ao setor, ou seja, 7,5% do total de empregos exercidos no país. Destes, também segundo o Conselho, se considerado somente o turismo internacional, representa 3,3% do PIB e gerou 2,8 milhões de empregos.

Turismo doméstico e internacional

A diferença chave entre o turismo doméstico e o internacional, é o tipo de turista. O primeiro envolve residentes de um país que viajam dentro do próprio país natal, enquanto o turismo internacional envolve turistas que viajam para diferentes países.

O turismo estrangeiro no Brasil possui um enorme potencial, mas é limitado por diversos fatores, como, por exemplo, segurança, infraestrutura, burocracia, investimento pífio na divulgação do país no exterior e uso político.

O país apresenta um lucro com o turismo doméstico cerca de nove vezes maior do que o internacional, sendo que é escolhido como destino apenas por 0,47% dos estrangeiros no mundo, segundo o Conselho Mundial de Viagem e Turismo (World Travel & Tourism Council).

A perspectiva é de melhora para o setor de turismo no decorrer deste ano e para o período pós pandêmico. Por toda via, ainda é necessário que ocorram inovações institucionais por parte da oferta e também da demanda turística no Brasil, já que um setor fortemente gerador de empregos em todas as faixas de renda, principalmente, e em grande escala, nas áreas de menor grau de especialização.

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