Você sabia que uma mudança sobre documentos está movimentando o recebimento dos benefícios previdenciários? Muitos estão perguntando se a aposentadoria pode ser afetada pela falta da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).
Será que cuidados extras serão necessários para seguir recebendo o seu dinheiro do INSS? Descubra agora como essas alterações podem impactar a vida de quem depende do benefício e o que está realmente previsto nos próximos anos.
Novas regras de biometria
No final de 2025, o Instituto Nacional do Seguro Social começou a exigir biometria digital para novos pedidos, como aposentadorias, pensões e demais auxílios. Esse sistema busca proteger o cidadão, dificultando fraudes e garantindo que o benefício chegue ao titular correto.
Atualmente, quem solicita um novo benefício tem sua digital conferida a partir de diferentes documentos: a própria CIN, a carteira de motorista (CNH) ou o título de eleitor. Assim, existem várias opções válidas para comprovar a identidade no momento do requerimento, desde que possuam biometria cadastrada.
A partir de 1º de maio, a exigência de biometria digital vai se estender também a solicitações de salário-maternidade, benefício por incapacidade temporária e pensão por morte. Nessas situações, caso o requerente não possua registro biométrico em nenhum dos documentos acima, será necessário emitir a CIN para avançar com o pedido.
Nova carteira de identidade afeta aposentadorias já concedidas?

Nos últimos meses, circularam mensagens falsas afirmando que quem não tem a nova Carteira de Identidade Nacional perderia a aposentadoria do INSS. Segundo nota oficial do Governo Federal, porém, isso não é verdade: quem já recebe o valor mensalmente não precisa tomar nenhuma atitude imediata. O recebimento segue normalmente.
A implementação da biometria para o público já aposentado será gradual. Caso alguma atualização seja necessária, o segurado será avisado individualmente e com antecedência, sem prejuízo imediato do pagamento.
Exceções previstas e tratamento especial
- Pessoas acima de 80 anos;
- Brasileiros com dificuldade de locomoção por motivo de saúde (mediante atestado);
- Moradores de áreas de difícil acesso, incluindo comunidades ribeirinhas atendidas pelo PREVBarco;
- Migrantes, refugiados, apátridas e residentes no exterior;
- População de municípios classificados como remotos, segundo o IBGE.
Esses grupos não têm a exigência da biometria enquanto não houver alternativa oferecida pelo governo. O Índice de Acessibilidade de 2018 do IBGE detalha quais municípios também têm esse direito especial. Veja a lista.
Cronograma oficial da biometria e da nova CIN no INSS
O INSS publicou um calendário para a transição da obrigatoriedade:
- Desde novembro de 2025: todo novo pedido exige biometria de qualquer documento aceito;
- A partir de 1º de maio de 2026: quem solicitar benefício e não tiver biometria registrada precisará emitir a CIN;
- Em 1º de janeiro de 2028: só a CIN poderá ser usada para solicitar e manter benefícios.
Até lá, a aposentadoria e auxílios em manutenção seguem sem bloqueio automático. Toda orientação sobre atualização será dada via Meu INSS, posto de atendimento ou canais digitais autorizados.
Como emitir a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN)?
A recomendação do INSS é que, quem puder, já procure um órgão estadual para emitir a CIN, evitando filas futuras. Esse documento tem padrão nacional, aumenta a segurança dos dados, e poderá ser necessário já para outros serviços públicos além do INSS.
- Procure o Instituto de Identificação do seu estado ou agende pelo site da Secretaria de Segurança Pública local.
- Leve um documento original, CPF e comprovante de endereço.
- Solicite a emissão da CIN com cadastro biométrico digital.
- Acompanhe o status pelo canal indicado no órgão emissor.
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Aproveite e assista ao vídeo abaixo para conferir mais informações sobre os pagamentos do INSS em 2026:

















