As inscrições para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD) se encerram nesta quarta-feira (4), às 18h. São 50 vagas para o cargo de terceiro-secretário, com salário inicial de R$ 22.558,56 e possibilidade de atuação internacional em nome do Brasil.
O processo seletivo é organizado pelo Instituto Rio Branco (IRBr), ligado ao Ministério das Relações Exteriores, em parceria com o Cebraspe. A participação exige formação superior reconhecida pelo MEC, independentemente da área.
De acordo com as informações do edital, a inscrição deve ser feita no site do Cebraspe. A taxa é de R$ 229, com isenção disponível para doadores de medula óssea e inscritos no Cadúnico.
O prazo para pagamento é 20 de junho, ou seja, até bem depois do fim das inscrições para o concurso.
A seleção será feita em duas fases, ambas eliminatórias e realizadas em todas as capitais e no Distrito Federal:
Primeira fase (prova objetiva) – 20 de julho com 240 questões de certo ou errado, a avaliação cobrará:
Segunda fase (provas escritas) – 23 a 31 de agosto: serão aplicadas questões discursivas das seguintes disciplinas:
Ainda tomando como base as informações indicadas no edital, é possível afirmar que podem participar deste concurso os brasileiros que cumprem todas as regras abaixo:
O diplomata representa o Brasil em embaixadas, consulados e organismos internacionais. Também atua na defesa de interesses nacionais e no apoio a cidadãos brasileiros no exterior.
O ingresso se dá como terceiro-secretário, com possibilidade de ascensão até o cargo de embaixador. No caso deste concurso específico, haverá também algumas cotas gerais. Confira:
Em uma cerimônia fechada no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta terça-feira (3), a lei que amplia o percentual de cotas raciais em concursos públicos federais.
A reserva, antes de 20%, passa a ser de 30% das vagas destinadas a pessoas negras. A nova legislação também inclui indígenas e quilombolas no sistema de cotas, adotando modelo semelhante ao utilizado nas universidades federais.
A medida vale para concursos de órgãos do governo federal, autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista.
Durante a solenidade, Lula afirmou que o objetivo da lei é garantir uma administração pública mais representativa da população brasileira:
“Ainda temos poucas mulheres, ainda temos poucos negros, ainda não temos quase que nenhum indígena. Isso é resultado de uma briga que a gente precisa fazer todo santo dia”, declarou o presidente.
A validade da lei será de 10 anos, com revisão prevista para 2035. Candidatos que se autodeclararem pretos ou pardos poderão concorrer também na ampla concorrência.
Os editais deverão prever procedimentos de verificação da autodeclaração racial, com base em características fenotípicas.
O sistema de cotas raciais nos concursos públicos foi instituído em 2014, com prazo até junho de 2024. A nova legislação garante sua continuidade, com ajustes no alcance e no período de vigência.
O presidente Lula também também sancionou recentemente a Lei Orçamentária Anual (LOA), que nada mais é do que o Plano de Orçamento para 2025. Trata-se de um documento que estabelece todas as previsões de gastos do poder executivo para o ano, incluindo as despesas para concursos públicos.
Ao todo, são 85.168 vagas previstas para concursos federais, um salto quando comparamos com as 63.766 inicialmente propostas.