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Rendimento do FGTS empata com tesouro selic e ultrapassa poupança

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é uma das poupanças mais tradicionais utilizadas por assalariados no Brasil. E já faz um ano que está possuindo um dos melhores retornos de investimento, quando comparado às outras opções tradicionais de renda fixa, como a poupança, o Tesouro Selic e os CDBs básicos.

Entretanto, com a nova alta nos juros, a Selic está voltando a subir e a expectativa é que logo a vantagem da taxa se sobressaia a do FGTS. E não deve parar por aí, pois o Banco Central, como já vem fazendo, continuará aumentando os juros da Selic nos próximos meses, que já subiu de 2% a 3,5% desde fevereiro deste ano.

O FGTS foi criado inicialmente com o objetivo de garantir auxílio aos trabalhadores demitidos sem justa causa. Além disso, o saque da poupança, vinculada ao contrato de trabalho, feita em casos de demissão sem justa causa, doença grave ou compra de imóvel, equivale a 8% do salário do empregado.

Como o FGTS se tornou tão vantajoso?

O FGTS possui uma remuneração fixa de 3% ao ano, o que o torna diferente das outras aplicações do país, tendo em vista que essas seguem a taxa de juros Selic. A taxa de juros básica do país viveu o seu pior momento da história no ano passado, por conta da crise econômica gerada pela pandemia de Covid-19, chegando a cair para 2% ao ano.

O fundo atualmente está ganhando da poupança e segue praticamente empatado com o Tesouro Selic e com os CDBs que pagam o CDI. Além disso, o FGTS é livre de impostos, o que lhe garante outra vantagem em comparação com outras opções de investimento, já que a maioria paga Imposto de Renda (IR) sobre os ganhos. 

Esses são os dois principais motivos que justificam a vantagem do FGTS sobre outros fundos. Contudo, se considerar também a nova distribuição de lucros feita pelo FGTS desde 2017, o fundo se torna ainda mais vantajoso, pois no ano de 2020 foram distribuídos R$7,5 bilhões dos lucros do FGTS às contas dos trabalhadores, um rendimento final equivalente a 4,9%.

Diminuição logo a frente

O crescimento da Selic advindo do Banco Central é, em grande parte, em resposta ao avanço do câmbio e da inflação (esta que está em 6,17%). E a expectativa dos economistas é que a taxa básica de juros não pare nos 3,5%, mas sim continue subindo até a faixa dos 5% a 6% entre este e o próximo ano, deixando o FGTS bem atrás.

Atualmente, com a Selic a 3,5%, o Tesouro Selic possui um rendimento máximo anual de 2,99% (consideradas aplicações com prazo superior a dois anos e que pagam menos IR), mesmo rendimento dos CDBs que pagam 100% do CDI. Portanto, seguem praticamente empatados com o rendimento do FGTS de 3% ao ano.

Em suma, é importante lembrar que todas essas opções de investimento estão, desde o ano passado, rendendo menos que a inflação (que está em 6,17% no momento). Em contrapartida, a expectativa dos economistas é de que a inflação retroceda para a faixa dos 3,5% até 2022.

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