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Rede estadual de São Paulo manterá avaliação de alunos mesmo com ensino a distância

Dos 3,5 milhões de alunos da rede estadual que tiveram a possibilidade de acessar o aplicativo para as aulas, apenas 1,6 milhão (47% do total) conseguiram entrar na plataforma

Uma medida da Secretaria de Educação do governo de São Paulo tem gerado revolta de professores, estudantes e pais. Mesmo sem a possibilidade de todos os alunos da rede estadual conseguirem ter acesso às aulas online, a instituição determinou que os educadores avaliem e deem notas para suas turmas até o fim desta semana.

Professores relataram ao jornal Folha de S.Paulo que não sabem como atribuir notas de forma adequada e justa, uma vez que os estudantes não conseguem acessar as atividades e nem mesmo devolvê-las para correção.

A secretaria argumentou que as notas devem ser lançadas no sistema digital da pasta até o fim do mês de maio com o objetivo de concluir o primeiro bimestre letivo de 2020. A decisão dividiu a opinião de algumas diretorias de ensino; umas comunicaram que os professores deveriam deixar os alunos sem notas e outras, com a nota zerada.

Dos 3,5 milhões de alunos da rede estadual que tiveram a possibilidade de acessar o aplicativo para as aulas, apenas 1,6 milhão (47% do total) conseguiram entrar na plataforma.

A reportagem conta o relato do professor de História de uma escola estadual em Santo André, Raphael da Silva. Ele conta que dos 200 alunos para os quais dá aula neste ano, menos de 20% realizou as tarefas que enviou.

Segundo o professor, ao pedir a elaboração de um texto sobre a pandemia da Covid-19, alguns alunos entregaram trabalho com capa e 30 linhas escritas, enquanto outros só conseguiram escrever duas frases porque tiveram que fazer pelo celular.

A orientação que o professor recebeu da direção foi dar nota zero para os alunos que não tiveram “condição de participar em nada”. O documento prevê que quando as aulas presenciais retornarem, esses estudantes terão reforço e atividades para verificar a aprendizagem.

Outra professora procurada pela reportagem, Luana Soares, que dá aula de História e Filosofia no Itaim Paulista, disse que é improdutivo fazer qualquer avaliação diante das dificuldades dos alunos em terem acesso à internet.

Países como Itália, Espanha e Nova York fizeram o caminho contrário em seus sistemas educacionais e decidiram não atribuir avaliações aos alunos durante o período de aulas remotas.

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