Por meio de um comunicado, o Nubank anunciou nesta semana que vai ampliar a oferta de crédito para os seus clientes. A ideia agora é oferecer empréstimos para pessoas jurídicas (PJs) sem garantia. Ao todo, cerca de 4 milhões de pessoas poderiam ser atendidas por este crédito.
A maior parte das pessoas que estão dentro do sistema do Nubank na modalidade de PJs, se encaixa dentro da lógica das micro e pequenas empresas, que possuem faturamento de até R$ 5 milhões por ano.
O que diz o Nubank?
De acordo com o banco, a ideia dessa ampliação do portfólio, é atender as pessoas que normalmente encontram dificuldade para conseguir empréstimos no Brasil.
“É muito difícil conseguir crédito como pequena empresa; como MEI, então, é impossível. Historicamente, os empreendedores pegam dinheiro na pessoa física”, declarou Livia Chanes, CEO do Nubank no Brasil, em encontro com jornalistas.
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QUERO ENTRAR AGORA →“Enxergamos que temos um modelo de negócio mais eficiente, podemos passar nosso aprendizado de gestão de crédito para pessoa jurídica e para organizar a vida financeira no geral”, completou Chanes.
PJ no Nubank
Oficialmente, o Nubank começou a operar com PJ ainda no ano de 2019. Naquela ocasião, a opção foi pelo lançamento de uma conta corrente. Hoje, a avaliação do próprio banco é de que um em cada quatro clientes já são empreendedores em algum nível.
Número de PJs abertas no Nubank
- 2019 – 50 mil contas;
- 2022 – 2,5 milhões;
- 2023 – 3,5 milhões;
- 2024 – 4 milhões (até aqui).
Diante do crescimento deste público, o Nubank vem tentando aumentar os serviços. Desde então, já foram lançadas vantagens como o cartão de débito e crédito, transferência de limite entre as contas PF e PF, pagamento por aproximação via aplicativo e investimentos.
“O Brasil é um país de economia volátil, o que torna o negócio PJ muito difícil. O nosso jeito de fazer crédito para pessoa física, nossa mecânica proprietária, é exportável para a pessoa jurídica. Temos índices de inadimplência baixos no cartão de crédito. É um negócio novo para nós, não estamos com o jogo ganho”, afirmou a executiva.
Vale frisar que o Brasil é o único país onde o Nubank atua com o operação de pessoa jurídica. Nos outros dois mercados (México e Colômbia), este procedimento está em fase de testes.
Detalhes sobre o empréstimo
Ainda não está claro quais serão as taxas que serão cobradas dentro do empréstimo do Nubank para pequenas empresas. O que se sabe até aqui é que a promessa é de que a precificação vai depender necessariamente da leitura de risco, que será feita com base na movimentação da conta, além de outras variáveis.
Também já se sabe que a primeira linha de empréstimo a ser liberada é a capital de giro que, como dito, não terá garantia. O banco afirma que se trata de um processo gradual cercado de testes. A depender do desempenho, o Nubank poderá passar a oferecer outras linhas com garantia.
“Abrir uma conta PJ hoje é custoso, burocrático, e dali a alguns anos a empresa pode quebrar. Para o banco, isso fica insustentável. A base do Nubank é tão grande que, para a gente, fica quase residual. É mais sobre convencer os clientes que estão dentro a abrir conta PJ do que trazer novos clientes de fora, porque o custo de aquisição (CAC) é quase zero e podemos transferir isso para a oferta de crédito mais barato”, comentou Chanes.
“É um negócio bom porque, com todas as limitações de acesso ao crédito, as pequenas e médias empresas representam de 30 a 35% do pool de lucro da indústria financeira. Fizemos pesquisas com donos de negócios e a segunda principal razão para um empresário escolher um banco é ter conta PJ”, completou ela





