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Abstenção recorde é registrada em concurso público da PM no RN

Número de faltosos chegou a 60% dos inscritos; Edital foi divulgado com 1.000 vagas

No último domingo, 23 de setembro, foram aplicadas as provas do concurso público da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. Eram esperados 12.841 inscritos. No entanto, segundo informações do organizador do certame, o Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (IBADE), em torno de 60% dos confirmados não compareceram ao exame. O percentual exato de abstenções não foi revelado, mas a banca confirma que foram mais da metade de candidatos que não foram prestar o concurso.

Do quantitativo de inscritos no concurso PM-RN 2018, 9.404 foram de candidatos masculinos e 3.437 de mulheres. A concorrência ficou de 10 candidatos/vaga para o sexo masculino e 62 candidatos/vaga para o sexo feminino. O edital do concurso foi divulgado com 1.000 vagas, sendo 938 vagas para o sexo masculino e 62 para o sexo feminino.

Os salários serão de R$ 954,00 durante o curso de formação e R$ 2.904,00 após o ingresso. As inscrições do concurso foram realizadas entre 10 horas do dia 16 de julho e 23 horas e 59 minutos do dia 13 de agosto de 2018, no site oficial da organizadora do concurso (ibade.org.br). A taxa de inscrição custou R$100,00.

A convocação de novos policiais para a corporação é considerada de extrema urgência. Segundo informou o Tenente Coronel Eduardo Franco Correia Cruz, a carência chega a 5 mil policiais. O que agravou o alto déficit é justamente a não divulgação de concursos de forma periódica. A PM-RN não divulga concurso há 13 anos

No final de 2017, os policiais militares realizaram uma paralisação e não saem às ruas para o patrulhamento. Entre as revindicações, estão as melhores condições de trabalho, o que inclui novas viaturas, equipamentos, além de uniformes. O pagamento dos salários em dia também é um dos questionamento dos policias. A Força Nacional foi enviada no dia 21 de dezembro para realizar o patrulhamento das ruas da capital.

O concurso será composto por: a) prova objetiva e redação (já realizados);  b) exame de saúde; c) teste de aptidão física (TAF); d) avaliação psicológica; e) investigação social; f) avaliação de títulos; e g) curso de formação.

O que fazer para ingressar na corporação?

Para ingresso, o candidato deverá: I – ser brasileiro nato ou naturalizado, na forma da lei; II – possuir ilibada conduta pública e privada, comprovada documentalmente através dos meios previstos no edital do concurso público, incluindo certidão de antecedentes criminais (ITEP), certidões negativas, federal e estadual, quando for o caso, emitidas pela Justiça Federal, Eleitoral, Militar e Comum, demonstrando não estar o candidato indiciado, denunciado ou em cumprimento de pena criminal, até o término do curso de formação; III – estar quite com as obrigações eleitorais, comprovado mediante apresentação de certidão original emitida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE); IV – estar quite com as obrigações militares, comprovado mediante apresentação do certificado original de reservista ou de dispensa de incorporação; V – não ter sofrido condenação criminal com pena privativa de liberdade ou qualquer condenação incompatível com a função policial militar; VI – ter, no mínimo, 1,65 m de altura (sexo masculino) e 1,60m (sexo feminino), para o Quadro de Praças Combatentes; VII – ter, no mínimo, 21 (vinte e um) e no máximo 30 (trinta) anos de idade, completos até 31 de dezembro do ano da inscrição, para o Quadro de Praças Combatentes; VIII – graduação de nível superior, nos graus de bacharelado ou licenciatura, devidamente comprovado por meio de fotocópia autenticada em cartório, do diploma, certificado ou declaração, reconhecido legalmente por Secretaria da Educação de quaisquer das Unidades Federativas do Brasil ou pelo Ministério da Educação, acompanhado do histórico escolar correspondente, registrado no órgão competente, para matrícula no curso de formação dos seguintes Quadros; IX – ser habilitado para a condução de veículo automotor, no mínimo, na categoria “B”; entre outros.

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O que faz um Soldado na Polícia Militar do Rio Grande do Norte?

O Soldado terá missão de Ordinariamente, desempenhar as atribuições da missão constitucional de polícia ostensiva e de preservação da ordem pública através dos seguintes tipos de policiamento em todo o território do Rio Grande do Norte:

a) Ostensivo normal, urbano e rural; b) de Trânsito; c) Florestal e de mananciais; d) Rodoviário, nas rodovias estaduais; e) de Rádio Patrulha terrestre e aérea; f) Segurança externa dos estabelecimentos penais do Estado; e g) Outros definidos por lei. 2. Extraordinariamente, desempenhar as funções inerentes a atividades administrativas internas da PMRN: a) Auxiliar de serviços gerais (limpeza das dependências dos quartéis); b) Auxiliar de tesouraria; c) Auxiliar de aprovisionamento; d) Auxiliar de almoxarifado; e) Auxiliar de serviço de manutenção; f) Auxiliar de arquivo; g) Auxiliar de serviço de inteligência; h) Digitador; i) Armeiro; j) Auxiliar de relações públicas; e k) outros serviços inerentes à atividade administrativa que sejam determinados pelos superiores hierárquicos conforme as leis e os regulamentos. 3. Extraordinariamente exercer funções decorrentes de: a) Missão constitucional de Força Auxiliar do Exército Brasileiro; b) Apoio às ações de defesa civil; c) Segurança pessoal de dignitários; e d) outros definidos em lei. 4. Responsabilidades do ocupante do cargo: a) cumprir e fazer cumprir as leis, os regulamentos, as instruções e as ordens, sendo um profissional leal, eficiente e íntegro no cumprimento das funções que lhe couberem em decorrência do seu cargo; b) ter zelo pelo nome da instituição; c) zelar pela hierarquia e disciplina; d) O Policial Militar em razão de sua situação de “Militar Estadual” exerce seu trabalho nas mais diferentes condições, situações,
horários e ambientes. Deve estar preparado para lidar educadamente com o cidadão comum, bem como, utilizar a força física
necessária para conter um infrator da lei, e em algumas situações utilizar a força letal ; e e) cuidar com zelo dos armamentos, equipamentos, apetrechos e patrimônio da Polícia Militar.

Condições de Trabalho e Riscos da Profissão

O Policial Militar em razão de sua situação de “Militar Estadual” exerce seu trabalho nas mais diferentes condições, situações, horários e ambientes. Deve estar preparado para lidar educadamente com o cidadão comum, bem como, utilizar a força física necessária para conter um infrator da lei, e em algumas situações utilizar a força letal da arma de fogo em defesa própria ou de terceiros. Uma hora pode estar digitando um documento em horário normal de expediente, e em outra, trocando tiros com bandidos perigosos, seja durante o dia, na cidade, ou à noite, em uma favela ou morro da periferia.

Com chuva ou com sol sua missão principal, o policiamento ostensivo (ação policial, em cujo emprego o homem ou a fração de tropa engajados sejam identificados de relance, quer pela farda, quer pelo equipamento, armamento ou viatura) deve ser executado, exigindo do ocupante do cargo alto grau de equilíbrio e adaptação. O Policial Militar está sujeito a diversos riscos, tais como, estresse, invalidez permanente, lesões corporais ou até mesmo a morte combatendo a criminalidade. É uma profissão que deve ser almejada por aqueles que têm um espírito público e de abnegação muito grande, ou seja, que sacrifiquem voluntariamente o que há de egoístico nos desejos e tendências naturais do homem, em proveito de uma pessoa, causa ou ideia. Sujeitos aos rigores da hierarquia e disciplina militares são regidos por leis especiais que somente a eles são aplicadas.

Devido a todos esses fatores, aqueles que não têm vocação para a profissão, jamais devem se aventurar tão somente à procura de um emprego.

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