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Lula diz que Bolsa Família encolheu, mas informação é questionada

De acordo com ex-presidente, o programa Bolsa Família encolheu com Bolsonaro no poder. Números não são muito claros

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a falar sobre a questão do Bolsa Família. O petista publicou um vídeo em suas redes sociais dizendo, entre outras coisas, que o programa de transferência de renda encolheu durante o governo do Presidente Jair Bolsonaro. Nas redes sociais algumas pessoas questionaram essa informação.

A verdade é que esse dado pode ser visto de diversas maneiras. Quando se considera apenas a quantidade de beneficiários, pode-se dizer que o programa não encolheu. Pelo contrário. De acordo com informações do Ministério da Cidadania, o Bolsa Família atende hoje algo em torno de 14,6 milhões de famílias em agosto.

Esse número não é o maior da série histórica do programa, mas é bem próximo dela. De acordo com os dados gerais, o recorde no número de beneficiários é de maio de 2021, quando o projeto alcançou algo em torno de 14,69 milhões de pessoas. Esse número, aliás, é também do Governo do Presidente Jair Bolsonaro. Em abril de 2016, quando a Presidente ainda era Dilma Rousseff, do PT, esse número de usuários era de 13,8 milhões.

No entanto, se considerarmos apenas os valores do programa, a situação muda de figura. Por essa lógica, o projeto encolheu de fato durante o governo de Bolsonaro. E aqui não se considera a questão do número total, mas sim do que dá para comprar com esse dinheiro. É que é preciso levar em conta a questão da inflação.

De acordo com os dados oficiais, o Governo paga hoje uma média de R$ 189. Em abril de 2016, ainda com Dilma no poder, o Bolsa Família chegou a repassar uma média de R$ 161,09. No entanto, esse valor representaria algo em torno de R$ 203,58 hoje. Isso quando se corrige pela inflação. Na prática, isso tudo quer dizer que o beneficiário  perdeu poder de compra.

Bolsa Família

Desde que se lançou candidato à Presidência da República, Bolsonaro respondia acusações de que acabaria com o Bolsa Família. Muitas dessas afirmações vinham justamente do PT durante o período das eleições de 2018.

No entanto, vale lembrar que o próprio Bolsonaro dava razões para acreditar nisso. Enquanto deputado, ele chegou a dizer várias vezes que o Bolsa Família era um programa para “sustentar vagabundo” e acusava o projeto de ser um “curral eleitoral”.

Apesar de tudo isso, Bolsonaro decidiu manter o programa quando chegou ao poder. Isso, no entanto, vai durar por mais algum tempo. Isso porque o projeto da forma como conhecemos hoje deverá chegar ao seu final no próximo mês de outubro

Mudança de nome

O novo Bolsa Família vai estrear em novembro e vai ter até um nome novo. A partir de agora, o projeto social vai se chamar Auxílio Brasil. De acordo com informações de bastidores, esse foi uma escolha do próprio Bolsonaro.

A tendência é que o projeto cresça de tamanho. O número de beneficiários, por exemplo, deverá passar dos atuais 14,6 milhões de pessoas para algo em torno de 17 milhões a partir do próximo mês de novembro.

Além disso, os valores médios também deverão subir. De acordo com o Ministério da Cidadania, o patamar médio mensal de pagamentos hoje é de R$ 189. A partir de novembro, se tudo sair como combinado, isso deve subir para a casa dos R$ 300.

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1 comentário
  1. Zuleica Apare,,cida Diz

    Os informais sem cadastro unico que recebem auxilio emergencial hoje,deveri ser migrado automaticamente para esse auxilio Brasil,sendo com familia constituida ou viver sozinho.porque ate 2019 a maioria tinha como sustentar,ter pelo menos o basico e hoje não essas pessoas dependem dessa ajuda do auxilio para se sustentar,ja que sua renda encolheu com o fechamento de tudo na pandemia.Acho que ninguem é melhor que ninguem,as pessoas cadastrada no cadastro unico ou bolsa familia passam pelas mesma dificuldades que quem nao esta.
    Se o presidente migrar essas pessoas necessitadas de auxilio hoje e que nao possui cadastro no programa social do governo,com certeza ganhará mais prestigio dessas pessoas e será reeleito em 2022,ou formular um novo programa de ajuda a essas pessoas,sem ser algo como emprestimo pra que as faça individar.

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